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Entidades divergem sobre posse de armas

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Instrumento que consolida o direito à legítima defesa ou atalho para o cometimento de crimes? Instrumento de proteção ou de morte? O decreto assinado este mês pelo presidente Jair Bolsonaro, que flexibilizou a posse de armas de fogo no Brasil, fomenta discussões sobre a efetividade da medida na redução da criminalidade. Sobre o decreto presidencial, a Gazeta perguntou a opinião do novo presidente da Ordem dos Advogados do Brasil em Alagoas (OAB/AL), Nivaldo Barbosa Júnior, e questionou se acredita que a medida que facilita a posse de arma de fogo vai reduzir os índices de criminalidade. ?Os índices de violência no país são um grave e complicado problema, enfrentado por diversos governos. Por mais nobre que possa ser a intenção, infelizmente, armar a população não irá resolver a questão da segurança pública?, declara o presidente da seccional alagoana da OAB. Na avaliação de Nivaldo Barbosa, a medida não vai garantir mais tranquilidade à sociedade e que fundamental mesmo é implantar políticas públicas efetivas para mudar a realidade de medo que o cidadão enfrenta nas ruas e em casa, e que isso demanda tempo, análise e muito trabalho. A reportagem pergunta, também, se acha ser necessário que os cidadãos se armem para enfrentar à criminalidade. ?A questão é muito mais profunda. Armar o cidadão não vai resolver. Ter arma em casa não vai resolver o problema da criminalidade. O que o país precisa é retomar as rédeas da situação, garantir educação e saúde, investir nas polícias, afastar as drogas dos jovens e permitir que eles sejam acolhidos no mercado de trabalho. Enquanto houver um filho com fome e sem educação, a violência vai continuar em evidência?, finaliza.

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