Política
Dirigentes de ONGs reagem a medidas do governo Bolsonaro
A pressa e o efeito dos pronunciamentos da equipe do presidente Jair Bolsonaro tem criado um alvoroço no meio social. Ao colocar num mesmo balaio as Organizações Não Governamentais (ONGs), ele acabou por provocar reações preocupadas e críticas. Em nenhum momento, nem o então candidato, posteriormente presidente, junto com aliados, ministros e assessores fez qualquer gesto de reconhecimento sobre o trabalho do terceiro setor. As ?caneladas? são para sugerir desvio, ilícito e uso indevido de recursos. O compromisso político com o agronegócio fez o governo eleger como ?inimigas? as organizações que atuam na área. Foi assim, por exemplo, quando brecou o repasse de R$ 1 bilhão para a recuperação de nascentes do Rio São Francisco. Ao todo 44 projetos estavam habilitados para atividade considerada essencial por especialistas. Agora tudo será auditado, mas antes disso os envolvidos já foram expostos de forma negativa. Em nível nacional, bem como no Estado, não há um valor claro de quanto e quem são as organizações que atuam com recursos governamentais. Na área da saúde, o atendimento prestado a deficientes físicos pela Associação dos Deficientes de Alagoas (Adefal), por exemplo, depende única e exclusivamente do volume de atendimento.