Política
Bancada pode resistir a propostas de Bolsonaro
A nova legislatura na Câmara dos Deputados tem início no próximo dia 1º de fevereiro. A partir desta data, o governo do presidente Jair Bolsonaro de fato e de direito poderá enviar seus projetos para apreciação e votação na casa legislativa. Entre as prioridades até então citadas pelo chefe da nação estão a reforma da previdência e a reforma fiscal. Por outro aspecto, diversas medidas que não precisam da aprovação dos deputados já estão sendo aplicadas por meio de decretos e começam mostrar o perfil do novo governo, liberal na economia e conservador no que diz respeito à liberdade individual e de imprensa. Antes mesmo de iniciarem seus mandatos, parlamentares alagoanos começam a se posicionar e se preparar para o que vem pela frente. Liberar a posse de até oito armas por pessoa, para uso em casa e no próprio negócio ? para quem é dono ? e permitir que até mesmo ocupantes de cargos comissionados possam decretar sigilo em ações e projetos públicos, interferindo diretamente na Lei de Acesso à Informação (LAI) e consequentemente na liberdade da imprensa divulgar os fatos; criar mecanismo para que servidores do INSS ganhem bônus ao dificultar a concessão de novos benefícios para quem busca a aposentadoria, notadamente a trabalhadores rurais e para quem utiliza o Benefício de Prestação Continuada (BPC), destinado a deficientes físicos e idosos, fazem parte das primeiras medidas adotadas pelo governo Bolsonaro. Entre os projetos que o presidente e sua equipe econômica liderada pelo ministro Paulo Guedes já acenam para aprovação no Congresso Nacional constam a lei que regula o licenciamento ambiental, a nova lei para contratações públicas, o novo marco das agências reguladoras, a Lei Complementar de Finanças e a revisão da Lei de Falências. Tudo dentro de um viés liberal em benefício do mercado. Até mesmo a reforma da previdência é vista como pote de ouro do sistema financeiro - leia-se bancos privados - por envolver bilhões de reais anualmente pagos em contribuições, que Bolsonaro e sua equipe já pensam em conduzi-la ao mesmo sistema da previdência privada com modelo semelhante ao adotado em países como o Chile.