Política
Proposta é vista como retrocesso e sindicatos prometem recorrer
O Sindicato dos Trabalhadores na Educação do Estado de Alagoas (Sinteal), tão logo tomou conhecimento do pedido feito pelo governador Renan Filho por meio do secretário George Santoro, com vistas à redução da jornada de trabalho e de salário, tratou de se manifestar contrário a medida, considerada pela entidade como quebra de garantia constitucional. ?Consideramos a medida péssima. Os governos, de há muito tempo, optam por uma política fiscal que privilegia os grandes conglomerados econômicos e o mercado financeiro, em detrimento do acesso à população aos seus direitos através dos serviços públicos. O atual governo de Alagoas que se autoproclama como realizador de equilíbrio fiscal no Estado e agora recorre ao STF para reduzir salário dos servidores? É questionável. Com essa medida ainda quer quebrar o direito dos trabalhadores que têm garantido a irredutibilidade salarial garantida na Constituição?, posiciona-se Maria Consuelo Correia, presidente do Sinteal. Ela acrescenta ainda que a proposta em questão sobra para os servidores e para a sociedade alagoana que necessita e se utiliza dos serviços públicos. Para os dirigentes do Sinteal, que publicaram nota no site da entidade contrária a posição do estado, ?é extremamente estarrecedor constatar, justamente num estado tão desigual e com uma dívida histórica para com a maior parte da população (no acesso à educação, saúde, trabalho digno), que o governo Renan Filho tem como ?prioridade? o aprofundamento da desvalorização dos servidores públicos, através de uma política de baixos salários?.