Política
Oposição na ALE cresce na nova legislatura
O início da atual legislatura na Assembleia Legislativa Estadual (ALE) vai representar, também, um novo gás para a postura política dos deputados eleitos, no contexto de oposição à coligação governista e à sua base na Casa. Dos 12 novos parlamentares eleitos, em outubro passado, apenas quatro deles - Dudu Ronalsa (PSDB), Cibele Moura (PSDB), Davi Maia (DEM) e Cabo Bebeto (PSL) - não chegaram ao poder mediante acertos e acordos prévios com o Palácio República dos Palmares. A independência é algo que pode lhes render visibilidade e espaço políticos diferenciados, uma vez que podem emplacar projetos a partir do respeito e composições feitas com o próprio parlamento, sem depender do sim palaciano. Um exemplo foi o que ocorreu na semana passada, quando foi aprovado o rateio do Fundo de Desenvolvimento da Educação e Valorização da Educação Básica e do Magistério (Fundeb). Enquanto a maioria da Casa caminhava para o ?sim? sem questionar, o relator da matéria, o neófito Davi Maia, foi para o lado dos professores e alterou o texto encaminhado pelo Palácio. Com as emendas que apresentou, os R$ 31 milhões não poderiam ser tributados como vinha ocorrendo nos últimos quatro anos. A articulação pegou de surpresa até o também novato e, possivelmente, líder do governo, deputado estadual Sílvio Camelo (PV). ?Nós nos elegemos já na oposição. Faço parte de outro grupo político, que é antagônico ao governo do Estado. E esse, com certeza, será nosso posicionamento na ALE. Já declarei, várias vezes, que estarei na bancada de oposição, fiscalizando, legislando, apontado erros, mas reconhecendo acertos?, disse Davi.