Política
Falta de exames médicos também agrava situação

Representante da Rede Nacional de Pessoas Vivendo com HIV em Alagoas (RNP+), Cláudio José Melo ressalta que os antirretrovirais, tomados em coquetéis para reduzir a presença do vírus no organismo, são entregues aos usuários com regularidade. Mas reclama de outros aspectos que têm ficado em falta para os usuários com a condição, a exemplo dos exames para as hepatites e sífilis, que são diferentes dos chamados testes rápidos geralmente feitos por outras parcelas da população. ?Esses exames são básicos para quem chega com o diagnóstico. Se não fazem na rede pública, no Lacen, a pessoa tem que tentar de forma privada e eles não são tão baratos. Até dá para procurar laboratórios conveniados pelo SUS, mas muitos, devido ao diagnóstico prévio, não se sentem à vontade para procurar a Atenção Básica e fazer no posto de saúde a solicitação?. Segundo informações repassadas a ele por outros pacientes, cerca de cinco mil exames estariam ?represados? no Laboratório Central de Alagoas, o Lacen, por falta de kits e insumos. A dificuldade de encontrar médicos infectologistas é mais um dos problemas enfrentados, afirma o representante da Rede Nacional de Pessoas Vivendo com HIV em Alagoas. ?Hoje estamos sabendo que alguns infectologistas do Hélvio Auto estão com dificuldades em receber salários em seus contratos. Isso é muito ruim para os usuários com HIV porque muitas vezes, por não receberem, esses médicos deixam de atender no ambulatório e, assim, há acúmulo de usuários para serem atendidos?, expõe. ?Como também há dificuldade de acesso à primeira consulta, temos vistos muitos chegando com doenças oportunistas e em estado grave, que não sabemos se conseguirão reagir?.