Política
Reforma da previdência vai gerar prejuízos para os mais pobres
O governo federal diz que a reforma da previdência, que o presidente Jair Bolsonaro (PSL) chama de ?Nova previdência?, vai reduzir as desigualdades entre pobres e ricos que recebem aposentadorias pelo INSS. Ele mesmo fez questão de entregar a proposta pessoalmente ao Congresso Nacional, mas, passada a euforia inicial pela apresentação da medida, na última quarta-feira (20), especialistas começam a analisar o projeto e criticam vários pontos. Atestam que vai haver prejuízos para trabalhadores e especialmente às mulheres que atuam no campo. Para sindicalistas, os trabalhadores perdem ainda mais direitos caso o projeto seja aprovado sem alterações na forma apresentada pelo governo. No campo político, até mesmo aliados do chefe do Executivo demonstram resistências para relataram a matéria. ?Deputados que juraram amor eterno ao presidente, agora se afastam. Se o texto é muito duro, a gente começa a discutir em cima do texto duro e começa a apanhar em cima dele?. A afirmação é da deputada Joice Hasselmann do PSL, defensora de primeira hora do Bolsonaro, ao fazer referência ao fato de que, segundo ela, parlamentares do próprio partido do presidente tem se negado a assumir a relatoria da proposta na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) na Câmara Federal, para evitarem desgastes políticos nestes tempos de redes sociais em alta. A legenda, a segunda maior da Casa com 52 representantes ? fica atrás do oposicionista PT, que conta com 54 deputados ? deve comandar a CCJ, considerada a principal comissão do Legislativo. As declarações da deputada social liberal foram dadas ao Congresso em Foco. Por se tratar de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC), a reforma da previdência precisa do voto de 308 parlamentares entre os 513 na Câmara Federal e de no mínimo 49 votos dos 81 senadores.