Política
Partidos se reforçam para a disputa de 2020

A última semana antes do carnaval marca movimentações políticas importantes em seus bastidores. PP e PDT, cada um em seu lado, garantiram espaços importantes, que podem acenar para o cenário futuro do próximo pleito eleitoral. O PP, partido do senador Benedito de Lira, que não se reelegeu para o senado, conseguiu atrair dois nomes fortes para suas fileiras: a prefeita Pauline Pereira, de Campo Alegre, e sua cunhada e primeira dama de Teotônio Vilela, Izabele Pereira. Um detalhe importante é que outras duas expressões políticas da família, o prefeito de Teotônio Vilela, Joãozinho Pereira (MDB) e sua irmã, a deputada estadual Jó Pereira (MDB), continuam a integrar o partido do governador Renan Filho, o MDB. As filiações ao PP ocorrem um mês após a família Pereira ter sido ?golpeada? com o desligamento de forma abrupta do secretário Fernando Pereira, da área de Assistência Social da gestão de Renan Filho. Mesmo com uma atuação técnica, garantindo o funcionamento de programas e ampliando o relacionamento com o interior do Estado, prevaleceu a necessidade política do governo de ?puxar a orelha? da família. Tudo teve início quando o governo começou a tirar cargos de pessoas indicadas ou ligadas aos deputados estaduais, que não apoiaram a candidatura palaciana do tio do governador, o parlamentar Olavo Calheiros (MDB), para a presidência da Assembleia Legislativa. Agora, quando tudo indica que o movimento dos Pereira em direção ao grupo político de Biu, adversário da família Calheiros, é um tipo de ?aviso? ao palácio, a deputada Jó negou qualquer relação com os fatos do passado. Segundo revelou, em breve conversa na redação da Gazeta de Alagoas, sua irmã Pauline migrou para o PP, porque estava sem partido. ?Pauline escolheu o PP porque estava sem partido. Mas é inegável que o grupo político de Biu e o do deputado Arthur (Lira) sempre apoiou a execução de projetos para sua cidade?, reconheceu Jó. Cuidadosa com as palavras, em nenhum momento a deputada adotou tom de insatisfação com o governo ou o MDB. Ainda assim, lembrou que quando perdeu espaço na gestão estadual, considerou a atitude ?antirepublicana?.