Política
Política ambiental de Bolsonaro começa a gerar preocupação
Desde que o país conheceu alguns dos planos do novo governo tendo Jair Bolsonaro à frente, o meio ambiente ganhou notoriedade. Tudo porque o Ibama, autarquia ligada ao Ministério do Meio Ambiente, foi ?apontado? como órgão que atrapalhava o desenvolvimento do agronegócio brasileiro com ações preventivas, operações e multas. Essas impressões surgiram a partir de pronunciamentos informais do próprio presidente Jair Bolsonaro e, posteriormente, do ministro Ricardo Salles, grande defensor da ?desburocratização? atribuída ao órgão. Tanto que chegou a destacar a necessidade de flexibilizar e facilitar a liberação de licenciamentos, inclusive, pela internet. Antes da tragédia ambiental de Brumadinho, em Minas Gerais, o discurso era mais intenso. Diante da repercussão internacional e no país sobre eventuais ?falhas? no processo de acompanhamento e fiscalização, houve um recuo estratégico. Entretanto, uma semana antes do carnaval, vinte superintendentes do órgão em todo o país foram afastados. Conforme informação do próprio governo, o objetivo é modernizar e colocar pessoas ?afinadas? com a atual política que será implementada. Isso acendeu o sinal de alerta tanto de ambientalistas, órgãos de controle e políticos de um modo geral.