Política
Base aliada na Assembleia segue indefinida
O segundo mandato do governador Renan Filho (MDB) completa 100 dias de gestão e, na área política, que envolve a relação do governo com a Assembleia Legislativa Estadual (ALE), a situação do chefe do Executivo estadual ainda segue com indefinições. Bem diferente do primeiro mandato, quando o governador contava com o apoio de uma ampla bancada na Casa, até então as posições não estão delimitadas. O governador, desde que assumiu este mandato, já havia percebido que a relação com os deputados teria que ser revista à formação do novo governo. Teve que enfrentar a união de parlamentares, inclusive de seu partido, em apoio ao nome do deputado Marcelo Victor (SD) para a presidência da Casa, em detrimento do candidato preferido do governador, o próprio tio, Olavo Calheiros (MDB). Perdeu esta primeira batalha e assim deu início a uma nova composição de seu secretariado. Mas, antes disso, Renan Filho havia demitido de cargos no governo diversos indicados por deputados que havia optado pelo atual presidente do Legislativo. Com isso, algumas rugas ficaram e ainda não foram reparadas. Deputados, também reeleitos em 2018, que na primeira gestão do governador se declaravam ou adotavam postura de apoio a ele, agora se declaram independentes. Jó Pereira é um caso emblemático neste cenário. Mesmo representante do MDB, partido de Renan Filho, ela tem se declarado e até mesmo atuado como representante declarada de bancada independente. Neste cenário também faz parte outro integrante da mesma legenda do governador, Galba Novaes (MDB). E os dois deram a primeira prova disso de forma clara durante votação do veto do Executivo ao projeto de rateio de recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb). O governo queria que houvesse desconto previdenciário sobre os recursos destinados aos trabalhadores da educação, ao contrário do que constava no projeto que já tinha sido aprovado na ALE. Jó e Galba votaram contra o veto governamental. Renan Filho somente não teve sua posição derrotada em plenário pelo fato de que, para a derrubada, seriam necessários 14 votos. A ausência de quase uma dezena de deputados garantiu a vitória ao governador, mas o placar ficou em 10 votos pela derrubada e apenas seis pela aprovação.