Política
Fim da coligação proporcional é a mais expressiva

Para a cientista política Luciana Santana, entre todas as mudanças já vigentes para as eleições de 2020, a mais expressiva é o fim da coligação proporcional, que dará à disputa caráter majoritário para todos. ?Quem vai ser eleito serão aqueles que tiverem a maior votação. Então, os candidatos vão ter que depender muito mais deles e do próprio partido do que efetivamente de outro partido?, ressalta. Para ela, entretanto, o maior termômetro do fim das coligações para as eleições proporcionais deve se dar na eleição de 2022, quando acontece a disputa para as Assembleias Legislativas e à Câmara dos Deputados. ?Consequentemente pode acontecer de as campanhas, ao invés de ficarem mais baratas, tornarem-se mais caras. Porque os candidatos querem se eleger a qualquer custo, se eles não podem contar mais com votos de outros partidos. Há uma tendência de campanhas mais caras e consequentemente teremos uma redução de candidaturas, já que as chances de tornam mais difíceis?, reforça.