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Alfredo Gaspar é uma das apostas do Palácio

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Ainda no grupo ou permanentemente próximo a ele, está o atual procurador-geral de Justiça, Alfredo Gaspar de Mendonça. Desde que foi secretário de Segurança Pública, no primeiro mandato de Renan Filho, agradou a opinião pública e deu origem até a fã clube. Já no último pleito para governador e senador, ele teve o nome muito cogitado, mas deixou o ?cavalo selado? passar para não prejudicar sua carreira no MP. Para não perder a ligação construída há cinco anos atrás, o governador nomeou o seu filho, Carlos Alberto Pinheiro de Mendonça Neto, para a Agência de Defesa e Inspeção Agropecuária de Alagoas (Adeal). Enquanto isso, Alfredo Gaspar segue no comando do Ministério Público, dando ainda mais visibilidade a suas ações com postagens em redes sociais, espaço no rádio, mas sem falar de política, apenas conquistando ainda mais notoriedade. SITUAÇÃO Com tanto dinamismo e opções do lado da oposição, até parece que a situação ?dormiu no ponto?. Mas não é bem assim. Se por um lado a falta de tempo de campanha do candidato ao governo Pinto de Luna (Pros) mostrou fraqueza no pleito, por outro, a vitória do senador Rodrigo Cunha (PSDB) serviu de alento e fôlego para o futuro. Até porque, já no cargo, ele conseguiu mais destaque na crise do Pinheiro do que o próprio prefeito Rui Palmeira (PSDB). Com força no grupo, ele tem apontado como direção seu aliado e filho de sua suplente, Eudócia Caldas, o deputado federal João Henrique Caldas (PSB). Mas João Henrique Caldas não tem a simpatia da maioria do grupo, quase que totalmente comandado pelo PP. Lá, a ordem é trabalhar o nome de Marcelo Palmeira, que foi inclusive nomeado para a Secretaria Municipal de Assistência Social, para ter ainda mais visibilidade e se articular com a periferia. Um detalhe importante é que tanto o PP quanto JHC e Rodrigo Cunha apoiam o governo do presidente Jair Bolsonaro. E de acordo com conversas de bastidores, o presidente tem interesse em impor mais uma derrota ao grupo de Renan Calheiros, desta vez em Maceió e no máximo possível de cidades do interior. O problema é que o PSL, que em Alagoas é comandado pelo agente da PF, Flávio Moreno, também quer seu espaço nas negociações. Para isso, precisa contar com a manutenção da popularidade do maior expoente da sigla, o próprio Bolsonaro.

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