Política
Número de pré-candidatos a prefeito de Maceió já passa de 10

A maior crise urbana do país que está fazendo o bairro do Pinheiro afundar pode representar para alguns poucos - futuros e pretensos candidatos a prefeitura - a oportunidade de ascender nas pesquisas, bem como as negociações de bastidores. Inicialmente, dois grupos distintos surgem com força e em busca de nomes que os representem. Leia-se o ?calheirista?, que tem o governador Renan Filho (MDB) e o pai, o senador Renan Calheiros (MDB) à frente, e o de Benedito de Lira (PP) e Rui Palmeira (PSDB) como comandantes. Derrotado no primeiro pleito municipal que articulou, o governador não quer cometer o mesmo erro. Há dois anos, a insistência no nome de Cícero Almeida, que não decolou, se confirmou como uma estratégia equivocada. Vale lembrar que à época, Renan Calheiros também tinha muita força nacional, pois comandava o Senado Federal. Felizmente, o erro político não prejudicou o filho. Que graças a gestão equilibrada na área administrativa e econômica, se fortaleceu e garantiu sua reeleição. Ao mesmo tempo teve fôlego, inclusive, para reeleger o pai senador. A questão, agora, é que ele não comanda a Casa depois de levar uma rasteira do senador Davi Alcolumbre (DEM-AP), candidato apoiado pelo clã do presidente Jair Bolsonaro. Sendo assim, a força para apitar no pleito está, mais uma vez, em sua gestão. E é de lá ou do entorno que deve sair o nome para a disputa. De dentro mesmo do governo, há quem banque o nome do ex-ministro dos Transportes, Maurício Quintella (PR). Como cumpriu a tarefa de tirar votos de Biu de Lira, para ajudar Renan pai, e teve bom desempenho na capital, não deixa de ser um nome expressivo. Só depende dele fazer do cargo uma vitrine para conquistar espaço até a montagem da chapa. Por outro lado, há ainda no mesmo grupo político o deputado federal Marx Beltrão (PSD). Ele teve sua pré-candidatura ao Senado ?fritada?, mesmo estando num bom momento. De forma estratégica, recuou e não rachou o palanque. Marx chegou até a ser apontado como secretário do governo, para abrir espaço para a permanência, em Brasília (DF), do hoje secretário de Agricultura, Ronaldo Lessa (PDT), que não se reelegeu e ficou na 1ª suplência da coligação.