Política
ENTREVISTA COM JOSÉ MARCOS GOMES

As universidades e os institutos federais são, e precisam continuar sendo, um patrimônio da sociedade brasileira. Não resta dúvida de que precisamos estar unidos, continuarmos lutando pela preservação da autonomia universitária, bem como manter a mobilização de todas as Instituições Federais de Ensino Superior (IFES) contra mais este ataque do governo federal? O corte de até 40% nos recursos destinados a universidades e institutos federais de ensino, anunciado pelo Ministério da Educação (MEC) no final de abril, encontrou uma resistência natural - e inevitável - do meio acadêmico: professores, alunos, técnicos administrativos, funcionários terceirizados engrossam o discurso de que o presidente Jair Bolsonaro está promovendo um desmonte do ensino público superior do Brasil. ?Os cortes representam um comportamento hostil, adotado pelo atual governo e pelo ministro da Educação, Abraham Weintraub, e representa uma afronta a todas as áreas do conhecimento?, desabafa o coordenador geral do Sindicato dos Trabalhadores da Universidade Federal de Alagoas (Sintufal), José Marcos Gomes, nesta entrevista à Gazeta. Segundo ele, a decisão do governo federal evidencia, ainda, ?propósitos nefastos que visam, prioritariamente, à promoção da decadência cultural, tecnológica e científica?. Juntamente com a Associação dos Docentes da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), o sindicato também tem se debruçado sobre outro problema: o Acórdão nº 6.492/2017, do Tribunal de Contas da União (Rubricas Judiciais - 3.17%, 26.05% e 28.86%), que cortou parte dos salários dos funcionários - tanto professores como técnicos. ?Cortes nas universidades promovem decadência cultural?