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Governadores do Nordeste buscam projetos junto ao governo federal

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O presidente Jair Bolsonaro esteve na última sexta-feira (24) em Pernambuco, para inaugurar um conjunto habitacional do Minha Casa Minha Vida e anunciar um acréscimo de R$ 2,1 bilhões para o Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste, a ser usado em obras de infraestrutura. Com o aporte, o Fundo passa a contar com R$ 25,8 bilhões para 2019. A visita também marcou o lançamento do Plano Regional de Desenvolvimento do Nordeste (PRDNE). O presidente faz o aceno à região no momento em que os nove governadores nordestinos se uniram em grupo, para reivindicarem melhorias em seus estados. Após assumir o cargo de presidente, Bolsonaro, que teve seu pior desempenho nas urnas na região Nordeste, chegou a declarar que os governadores não o procurassem para pedir dinheiro, em um misto de revanchismo e pouco aceno à República. ?Não venham pedir nada para mim, porque não sou presidente. O presidente está lá em Curitiba?, disse ele na ocasião, fazendo referência ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, condenado e preso na Operação Lava Jato. Ele, entretanto, afirmou também que não iria prejudicar os moradores da região por conta da oposição que teve na eleição de governadores nordestinos. PEREGRINAÇÃO Alheios a manifestações como essas, os nove governadores decidiram partir para Brasília (DF) em busca de recursos e da aprovação de projetos. Mesmo assim, seguem adotando postura contrária em relação a medidas já tomadas por Bolsonaro, como o decreto que libera o porte e a posse de armas de fogo para a população e ainda sobre a redução dos recursos para a educação. Neste caso, os gestores chegaram a divulgar carta publicamente e encaminhar o documento ao Ministério da Educação (MEC), criticando abertamente a medida. De acordo com Renan Filho (MDB), os governadores unidos já apresentaram várias propostas ao governo federal e devem seguir buscando a aprovação dos projetos considerados fundamentais à região. O governador de Alagoas cita entre as medidas solicitadas a implantação de um ?Plano de Estabilização Fiscal?, que segundo ele, se posto em prática, vai trazer novos recursos por empréstimos para os estados que estão com mais dificuldades financeiras. ?Alagoas não figura neste grupo?, assegura o governador. Ainda segundo Renan Filho, o estado possui uma capacidade de investimentos que permite à contratação de empréstimos com mais facilidade, mas, mesmo assim, segundo ele, a União ofereceu novas oportunidades de crédito para Alagoas, que ?vai impulsionar na capacidade de investimento do Estado?. Entre as discussões que se seguem, conforme o governador, está o Fundo Social do Pré-Sal; recursos do antigo fundo da educação, o Fundef, ?que a União não pagou?; recursos da Lei Kandir, entre outras medidas. ?É óbvio que como o País está com muitas dificuldades, a União também não tem caixa e eles estão buscando condição para colaborar com os estados. O problema é que isso demora muito. Alguns estados já não sobrevivem mais e a gente precisa agilizar isso por parte do governo federal?, reforça. Para Renan Filho, outro tema em debate nacionalmente, a reforma da Previdência, é considerada importante para os governadores, ?mas não pode ser transformada num samba de uma notá só, num País que vive exclusivamente disso?, diz.

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