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Crise mobiliza ALE, Câmara e prefeituras

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O crescimento lento da economia que tem assustado comerciantes, especialistas e gestores em todo o país também preocupa lideranças em Alagoas. No caso dos municípios, onde a arrecadação e a redução do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) tem levado muitos prefeitos a apertarem o cinto, o medo é ainda maior. Mesmo sendo a principal receita para a maioria das 102 cidades, o presidente da Associação dos Municípios Alagoanos (AMA), Hugo Wanderley, considera que os efeitos negativos extrapolam isso. ?A análise não pode ser feita apenas no FPM, mas no quadro geral. Na verdade, já estamos enfrentando uma recessão há quase cinco anos. Mesmo que os valores da arrecadação se mantenham estáveis que a situação melhorou ou piorou?, observa. Ele explica que a situação econômica das cidades só revelam que as pessoas estão cada mais vez mais pobres e precisando mais ainda do apoio das prefeituras. ?O povo está muito mais pobre e precisando da prefeitura. Os outros entes, como o governo federal, não cumprem suas obrigações e isso é absorvido mais pelos municípios. Os programas federais estão cada vez mais subfinanciados?, completou o presidente da AMA. O reflexo desse cenário pode ser visto nas cidades, com as pessoas que estão retornando para as cidades, depois de perderem o emprego nos grandes centros urbanos sem nenhum recurso e sobrecarregando o serviço de assistências das prefeituras. Como solução, o prefeito de Cacimbinhas só enxerga que as medidas precisam ser tomadas pelo governo federal, criando condições de estabilidade econômica, viabilizando as reformas para fazer o país voltar a produzir e a crescer. Para Hugo Wanderley, o maior problema, que afeta o cenário econômico, é a crise institucional e política, que acaba por ter seus desdobramentos nas finanças e área social. ?É uma política nacional dos poderes. É preciso que o país tenha estabilidade entre as instituições, para aprovarmos as reformas e o país volte a crescer. A gente passa por uma grave crise política e financeira e guerra institucional que tem levado o país para a ribanceira?, concluiu o presidente da AMA.

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