Política
Câmara e Ministério Público investigam prefeito de Rio Largo
Há mais de 20 anos, a Prefeitura de Rio Largo, na região metropolitana de Maceió, tem seus gestores denunciados: alguns foram presos por improbidade administrativa e outros crimes previstos para a prática de falta de zelo com a coisa pública. A maioria dos 74 mil moradores não esconde a preocupação com as denúncias contra o atual prefeito Gilberto Gonçalves (PP). Muitos não têm coragem de critica-lo na rua por temerem represálias. Mas, neste momento, a população acompanha com preocupação as investigações da Câmara de Vereadores da cidade, que pode cassar o mandado do atual prefeito por supostos atos de improbidade administrativa, prevaricação e nepotismo. O chefe do Executivo municipal é investigado pela Comissão Especial Processante de Investigação ? CEI (semelhante a uma Comissão Parlamentar de Inquérito - CPI). Além da Câmara, dez inquéritos foram abertos no Ministério Público local pedindo investigação da gestão municipal. Nesta segunda-feira (3), o Conselho Superior da Procuradoria-Geral de Justiça receberá mais denúncias contra o prefeito e outras autoridades da cidade. O prefeito Gilberto Gonçalves nega envolvimento nas acusações investigadas na Câmara de Vereadores. Afirma que as denúncias fazem parte de uma trama política e do processo de disputas das eleições municipais que ocorrerão no próximo ano e partem dos adversários dele. ?Sou um homem de Deus e também o melhor prefeito que Rio Largo já teve?, afirmou Gilberto Gonçalves. Conforme os documentos que deram origem as investigações contra o prefeito, as denúncias estão formalizadas com vídeos, fotografias e documentos; foram feitas por um ex-assessor de campanha do prefeito, Ricardo de Oliveira Gondim Filho, conhecido na cidade como ?Joãozinho?. O presidente da Câmara Municipal, vereador Thales Diniz (PDT), confirmou a origem da denúncia e que o chefe do Executivo da cidade é investigado pela CEI presidida pelo vereador Daniel Araújo (MDB). A Comissão tem como relatora a vereadora Patrícia Pinto (PSDB) e o terceiro membro é o vereador Romildo Elias Calheiros (PSC). ?O prefeito é acusado de utilizar viaturas oficiais da prefeitura e funcionários municipais para transportar animais abatidos para a sua empresa particular?. Thales Diniz explicou também que dos 11 vereadores, nove aprovaram a criação da Comissão Especial de Investigação e apenas um se absteve na sessão da última quinta feira (30).