Política
Modelo de contratação de pessoal cria polêmica

O governo se defende das críticas dizendo que há mais de três décadas não se constrói hospitais em Alagoas. Mas isto não acalma a categoria. Pelo contrário. A maioria não gostou ao perceber que os gestores da Saúde estavam tentando implantar o mesmo modelo de gestão das Unidades de Pronto Atendimentos (UPAs), que mantém empresa inscrita como Organização Social (OS). A empresa contrata profissionais sem concurso público e alguns por serviços prestados, sem direitos trabalhistas. O estado, por sua vez, contrataria as OSs e assim se livraria de concursos públicos para incluir novos profissionais na folha do funcionalismo, hoje orçada em cerca de R$ 300 milhões, já no limite da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), que impede o estado de gastar mais de 49% da receita com folha de pessoal. Os médicos reagiram contra este tipo de manobra de gestão na saúde pública. Consideram que esta situação faz aumentar a ?precarização? no setor. A pressão dos profissionais obrigou o governo e a Sesau a mudarem a estratégias e agora prometeram aos profissionais a realização de um processo seletivo. Porém, diferentemente de concurso público.