Política
Gilberto diz que carteliza��o merece ser investigada por CPI
Sem depoimento. Assim foi o terceiro dia de atividades da Comissão de Fiscalização e Controle, ontem, na Assembléia Legislativa, que investiga a cartelização dos preços do gás de cozinha. Foi a segunda vez que um depoente faltou à convocação da comissão, desta vez sem justificativa. Ainda assim, o seu presidente, deputado Gilberto Gonçalves, revelou que existem indícios suficientes para que a CFC recomende a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI). ?Mesmo com as pressões e ameaças sobre o nosso trabalho, descobrimos dados importantes. O principal deles é a margem abusiva de lucros?, revelou o deputado. Ele disse, ainda, que, em todo o País, estão existindo investigações sobre os altos preços praticados pelas distribuidoras. O deputado Francisco Tenório, integrante do grupo de investigação, também confirmou a informação da descoberta dos altos preços praticados. ?Realmente, existe um lucro excessivo no processo entre engarrafamento e revenda ao consumidor?, explicou. Na próxima semana, os depoimentos continuam. Terça-feira serão ouvidos Alexandre Moura (Ultragás) e Luiz Carlos Pereira (Novo Gás). Na quarta, quem prestará esclarecimentos será o representante da Shel Gás, Cícero Rafael. Todos os depoimentos acontecem, à tarde, na ALE. (MR)