Política
Odebrecht cobra por atrasados de R$ 20 mi
Apesar de o governador alardear recentemente que a construção do trecho quatro do Canal do Sertão transcorre sem perigo de paralisação, a realidade no canteiro de obras é outra. O clima é de expectativa e os operários temem demissões. Com um efetivo mínimo de 430 operários que podem ser demitidos até o final de agosto se não houver o pagamento de R$ 20 milhões atrasados e repasses de mais R$ 40 milhões para a obra continuar até o final do ano, a construtora Odebrecht não descarta a possibilidade de nova paralisação por falta de ?fluxo de caixa?. A obra até o trecho três tem extensão de 92 quilômetros, já consumiu mais de R$ 2,5 bilhões. Dos 31 quilômetros em andamento no trecho quatro, que já deveriam estar prontos, foram concluídos cerca de 40% do canal que avança pelo município Senador Rui Palmeira em direção ao município de São José Tapera. A obra entrou em ritmo muito lento, em alguns pontos está parada desde abril. A construtora reclama de dívidas entre o governo estadual e federal que somam mais de R$ 20 milhões.