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ENTREVISTA CELSO TAVARES

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Quando o primeiro caso de Sarampo foi registrado em Arapiraca no início da semana passada, após 19 anos sem qualquer caso da doença em Alagoas, um outro problema também veio à tona além dessa evidente brecha na cobertura vacinal no estado. Diante do ressurgimento de um vírus que julgava-se sob controle, os olhares dos profissionais de saúde - especialmente os infectologistas - se voltaram para o Hospital Escola Dr. Helvio Auto, o antigo Hospital de Doenças Tropicais (HDT), que passa hoje por um processo de escanteamento por parte do governo do Estado. É lá onde devem ser tratados os pacientes diagnosticados com doenças infectocontagiosas, como Dengue, Meningite, Difteria, Raiva, Tuberculose e o temido Sarampo. Se numa das pontas da política estadual de saúde o governador Renan Filho (MDB) investe pesado na construção de novas unidades hospitalares, como o Hospital Metropolitano, na outra extremidade se encontram equipamentos como o Hospital Helvio Auto, onde faltam medicamentos e insumos para atendimento à população. ?Eu tenho medo do que está acontecendo e do que vai acontecer com aquele hospital. Espero que ele não morra por inanição como morreu o Hospital José Carneiro?, desabafa o médico-infectologista Celso Tavares, referência em Alagoas quando o assunto é o tratamento de doenças infectocontagiosas. ?Eu tenho muito medo do futuro do Helvio Auto?, completa. ?Volta do Sarampo também expõe abandono do Hospital Helvio Auto?

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