Política
Os motivos para não comemorar a emancipação
Sindicatos de 50 mil dos servidores estaduais da Fazenda Pública, Saúde, Educação, Segurança, Infraestrutura e 48,9% da população de Alagoas, ou seja, quase 1,5 milhão de habitantes que de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) vivem em situação de ?extrema pobreza?, não veem motivos para comemorar os 202 anos de Emancipação Política do Estado. Os funcionários públicos reclamam de perdas salariais e desvalorização profissional, enquanto os moradores das favelas enfrentam aumento do desemprego, fome e miséria . Um dos indicativos do aumento da pobreza, de acordo com o Banco Mundial, é renda inferior a R$ 406. Nas favelas deste estado, milhares de famílias vivem com renda bem inferior, e 10 mil delas podem ser observadas no trecho de sete quilômetros na margem da lagoa Mundaú, a poucos quilômetros do Palácio do governo do estado, da Assembleia Legislativa, do Poder Judiciário e da sede Administrativa do Fundo de Combate à Pobreza (Fecoep). Alguns pontos da orla lacustre lembram as regiões mais pobres da África.