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Maceió supera violência da antiga Bogotá

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Um exemplo inovador e lúdico será implementado contra a anomalia da violência em Alagoas, com base nas experiências de um político incomum nos cenários alagoano e mundial. Antanas Mockus, o ex-prefeito por dois mandatos da cidade de Bogotá, na Colômbia, conquistou o apoio do governador Teotonio Vilela Filho (PSDB), para uma inédita cruzada por uma cultura de paz que será implementada nos bairros considerados mais críticos de Maceió: Jacintinho, Vergel e Benedito Bentes. A cultura de nossa sociedade foi omissa com a correção social para coibir o crime. E o resultado é que hoje em dia os nossos indicadores são muito parecidos ou mais graves até do que era Bogotá, quando o senhor iniciou esta política, admitiu Vilela. ### Plano prevê quebra de paradigmas Antanas Mockus poderia facilmente ser confundido com um maluco se não tivesse feito os índices de homicídio de Bogotá caírem de 80, no auge da violência, em 1993, para 23 por 100 mil habitantes, no final de seu segundo mandato, em 2003. Para trabalhar o temor ao repúdio, foram feitos 150 mil cartões para os cidadãos. De um lado havia um sinal positivo, para aprovar as ações corretas; o outro lado era vermelho e visava o repúdio às atitudes erradas. ### Primeira ação será em junho De sociólogos às maiores autoridades da segurança pública de Alagoas que tiveram contato com as teorias não-convencionais de Antanas Mockus, a maioria parece ter aprovado a idéia de tomar a cultura cidadã como ponto de partida para a transformação da realidade cultural de tolerância à pistolagem, que causou espanto no superintendente da Polícia Federal, José Pinto de Luna, ao desembarcar para combater o crime no Estado. A pistolagem, a gente pode enfrentar com campanha sim, para endossar a vergonha e o constrangimento pelo envolvimento em crime de mando. É preciso ter uma cultura que constranja o cidadão de contar vantagem com o que não presta. No foco das áreas de violência na periferia, vamos fazer com que o cara se constranja em usar crack, que faz o usuário matar para se matar, afirmou o antropólogo Bruno César Cavalcanti, responsável pelo desenvolvimento dos projetos do Pronasci, ao lado da antropóloga Rachel Rocha. ///

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