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Procurador se nega a defender Estado e terá que deixar DF

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A Procuradoria-Geral do Estado (PGE) determinou ontem o retorno às suas atividades em Maceió de um de seus representantes em Brasília, Aluísio Lundgren Corrêa Régis. O procurador teve negado os pedidos de suspeição para agir em processos relacionados às operações Navalha e Taturana e de uma licença sem remuneração por um ano. Ele disse que não entendeu a atitude do Estado e que vai pensar se aceita retornar a Alagoas. Lundgren teria negociado com deputados indiciados pela Polícia Federal na Operação Taturana um contrato de R$ 400 mil para defendê-los criminalmente. O procurador-geral do Estado, Mário Jorge Uchôa, afirmou que os interesses do Estado deveriam ser colocados em primeiro lugar e disse que decidiu pela transferência de Lundgren porque ele demonstrou que não estaria disposto a atuar em defesa do Estado nos tribunais superiores em Brasília. ### Sou vítima de meu talento O procurador Aluísio Lundgren negou contrato com os deputados indiciados na Operação Taturana e disse que vai refletir durante o prazo de 30 dias sobre a decisão de voltar a trabalhar em Maceió ou pedir exoneração. Sou vítima de meu talento como advogado. Não fiz nada de errado. Me reuni com todos os deputados indiciados, mas não fechamos contrato, nunca assumi a defesa deles porque não avançaram as negociações. Mas o contrato não era esse dinheiro todo, disse Lundgren. ///

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