Política
Luiz Pedro é indiciado; Maria José escapa
Os ex-deputados estaduais Maria José Viana e Luiz Pedro prestaram depoimento ontem à Polícia Federal no inquérito que investiga o desvio de cerca de R$ 300 milhões da Assembléia Legislativa Estadual (ALE). Convocados por terem feito empréstimos bancários supostamente com o aval do Legislativo, os dois depuseram ao delegado federal Janderlyer Gomes, mas somente Luiz Pedro foi indiciado. Maria José Viana dependerá da análise de documentos por parte do Banco Central e da Receita Federal, solicitada pela PF. Ao deixar a PF, após depor por mais de duas horas, Viana confirmou ter feito o empréstimo, mas negou que o valor fosse de R$ 300 mil e garantiu ter pago com recursos próprios. Tirei um único empréstimo de R$ 50 mil, no Banco Rural, em 2005, mas que foi pago em 10 parcelas de R$ 5 mil, com os meus próprios proventos, afirmou. ### OAB pede afastamento de mais 4 O presidente da OAB/AL, Omar Coelho de Mello, encaminhou ontem ao procuradoria-geral de Justiça, Coaracy Fonseca, o pedido para que os deputados estaduais João Beltrão (PMN), Marcos Ferreira (PMN), Marcos Barbosa (PPS) e Paulo Fernando dos Santos (PT), o Paulão, indiciados pela Polícia Federal por envolvimento de desvio de recursos da Assembléia Legislativa, também sejam afastados dos seus cargos, como aconteceu com outros nove parlamentares atingidos por uma decisão do desembargador Antônio Sapucaia, que acatou recurso do próprio MP. Segundo Omar Coelho, a decisão de encaminhar o pedido ao MP tem como base os princípios da isonomia e da moralidade. ### Suplentes dão entrada em ações Cinco suplentes de deputados estaduais Flaubert Torres Filho (PTB), Manoel Santa'Anna (PTB), Tenente Xavier (PMN), capitão Telmo (PV) e pastor João Carlos (PTB) entraram, ontem, com duas ações no Tribunal de Justiça para assumir cargos na Assembléia Legislativa. Nos mandados de segurança, que serão julgados pelo desembargador Antônio Sapucaia, os suplentes que plenteiam as vagas de Luiz Pedro (PMN), Cícero Amélio (PMN), Arthur Lira (PMN), Nelito Gomes de Barros (PMN) e Isnaldo Bulhões (PMN) alegam que têm legitimação, direito líquido e certo, para ocupar os cargos vagos devido ao afastamento dos titulares. ///