Política
Servidores da ALE paralisarão atividades
Depois de 14 anos de espera por uma reposição salarial autorizada pela Justiça, os servidores da Assembléia Legislativa decidiram ontem pela manhã fazer uma paralisação de advertência na próxima terça-feira (3) para exigir o pagamento dos 102% de aumento. Eles avisam que a estratégia de guerra poderá resultar no pedido de bloqueio das contas do Legislativo. A guerra iniciou hoje e só sairemos dela com o resultado positivo. Para pagar a GAP [Gratificação de Apoio Parlamentar], não houve dificuldade. Eles não sabem somar, só sabem tirar, disse o presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Poder Legislativo, Ernandi Malta. ### Nova auditoria divide opiniões | KELMENN FREITAS - Especial para a Gazeta Apesar da proposta do presidente interino da Assembléia Legislativa, deputado estadual Fernando Toledo (PSDB), em encampar uma nova auditoria na folha de pessoal da Casa, alguns deputados apostam que o levantamento não trará nenhum resultado prático. O temor é de que as adequações sugeridas no final da auditoria a terceira anunciada nos últimos cinco meses não sejam cumpridas pela Mesa Diretora da Casa. O deputado Paulo Fernando dos Santos, o Paulão (PT), se diz descrente com o novo levantamento. A auditoria não pode ser uma nova tática para empurrar o problema com a barriga. É preciso deixar claro para a população se vão mesmo demitir as pessoas que recebem para não trabalhar, avalia. Não quero pré-julgar esse novo trabalho, mas também acho que a auditoria deve passar por uma concorrência pública, completa. ### Secretário volta a atacar empresa que fazia folha O secretário estadual de Gestão Pública, Adriano Soares, foi até a Assembléia Legislativa, ontem à tarde, para explicar os motivos que o levaram a rescindir o contrato com a Elógica, empresa que administrava a folha de servidores do Estado. Durante quatro horas, Soares enumerou para os deputados estaduais uma série de motivos que culminaram na rescisão contratual. As senhas para acesso ao sistema eram facilmente manipuláveis, revelou o secretário. Além disso, qualquer pessoa com um pouco mais de conhecimento em informática poderia manipular os dados sigilosos dos servidores do Executivo, completou. KF ### Ex-prefeito depõe à PF e não é indiciado O ex-prefeito de Rio Largo Rafael Torres foi ouvido ontem pelo delegado da Polícia Federal Janderlyer Gomes, no inquérito da Operação Taturana, e não foi indiciado. Torres disse que foi chamado por causa de sua amizade com o deputado Cícero Amélio (PMN). A Polícia Federal não iria intimar uma pessoa aqui para se falar de amizade. O que se investiga é a apropriação de recursos ilícitos da Assembléia Legislativa de Alagoas. Ele surgiu neste processo de apropriação de recursos que de fato era feito pelo Cícero Amélio. Não foi indiciado porque não tem o sigilo bancário quebrado pela Operação Taturana, explicou o delegado. DS ///