Política
Reeleição acontece em 82 cidades
Em 82 municípios alagoanos, a disputa pela prefeitura poderá contar com os atuais detentores do mandato. Mas deter a máquina administrativa e articular as eleições nem sempre podem facilitar o projeto de reeleição. Os quatro anos de administração que podem ser a bandeira da campanha também podem servir de subsídio para a oposição engendrar discurso político. Se para o prefeito que disputa a reeleição existe a facilidade de apresentar obras e realizações ao lado dos discursos políticos, há em contrapartida as atenções voltadas para si das instituições fiscalizadoras sobre o cumprimento de prazos e restrições à publicidade das ações da prefeitura. ### Atenções serão redobradas este ano Os municípios que terão disputa por reeleição em outubro receberão a atenção redobrada das instituições fiscalizadoras do Estado, para evitar que os prefeitos utilizem a máquina pública ou abusem do poder político para obtenção de votos. Denúncias contra candidatos ao segundo mandato chegam aos montes na Ordem dos Advogados do Brasil, conforme o presidente da Comissão de Combate à Corrupção Eleitoral da OAB, Paulo Brêda, que avisa: Aqueles prefeitos, cujas denúncias forem confirmadas, serão punidos com o rigor da lei. ### Prefeitos desistem de tentar reeleição Embora tenham possibilidade de disputar a reeleição em pelo menos três municípios, os prefeitos abriram mão de disputar o segundo mandato, como é o caso de Viçosa, Estrela de Alagoas e Flexeiras. Nesses dois últimos casos, os chefes do Executivo abriram mão do mandato em compromisso com seu grupo político. O caso de Viçosa, porém, é diferente. O prefeito Péricles Vasconcelos, o Peri, não revelou os motivos que o levaram a desistir da reeleição, mas já é de conhecimento público que o grupo político do qual faz parte já possui outro nome para apresentar em outubro Nivaldo Vasconcelos que é pai da atual vice-prefeita. Sinto-me um peixe fora d'água, declara Peri, dizendo que depois irá explicar suas razões. ### Candidato migrante será alvo da OAB Os prefeitos que, ao final do segundo mandato, fizeram manobras para poder disputar agora a eleição em outro município deverão encontrar um forte obstáculo pela frente. A princípio, a desincompatibilização dos prefeitos no início de abril, tal como aconteceu nos municípios de Matriz do Camaragibe e Igaci, teria sido dentro da legalidade, entretanto, a OAB estuda medidas jurídicas para tentar impugnar a candidatura desses políticos, como revelou o presidente da Comissão de Combate à Corrupção Eleitoral da OAB, Paulo Brêda. ### Cidades violentas estarão no foco Os municípios com histórico de crimes eleitorais também estarão na mira dos órgãos fiscalizadores das eleições. Antes de se aposentar, o ex-presidente do TRE, Antônio Sapucaia, já havia feito contatos com a Polícia Militar com o intuito de garantir a segurança nas eleições. O pedido deve ser reforçado pelo atual presidente, desembargador Estácio Luiz Gama. Também deverão ser pedidas tropas federais nos municípios em que houve assassinatos com conotação política nos últimos anos, como é o caso de Delmiro Gouveia e Pilar. Neste último, as investigações do assassinato do vice-prefeito Gilberto Pereira Alves, o Beto Campanha, levaram à cassação do mandato do prefeito eleito em 2004, Marçal Prado, pela descoberta de irregularidades na gestão financeira da prefeitura. ///