Política
Albuquerque e Ferro apelam para o STF
Os deputados estaduais Antônio Albuquerque (sem partido) e Cícero Ferro (PMN) entraram, ontem, no Supremo Tribunal Federal (STF), com um pedido de revogação das suas prisões, que foram decretadas pelos juízes da 17ª Vara Criminal da Capital. Os dois parlamentares, que estão presos desde o último dia 11 acusados de envolvimento em crimes de homicídio, tinham entrado com o mesmo pedido no Superior Tribunal de Justiça (STJ), que negou o habeas-corpus sob a alegação da necessidade de os parlamentares aguardarem o julgamento por parte do pleno do Tribunal de Justiça de Alagoas do pedido de liminar apresentado pela defesa dos acusados. O advogado Welton Roberto, que comanda com o advogado Nabor Bulhões a defesa de Albuquerque e Ferro, disse que a decisão de recorrer ao STF foi necessária pelo fato de o STJ não enfrentar [responder] aos questionamentos que foram apresentados no recurso pedindo a liberdade dos parlamentares. ### Depoimento de deputada é remarcado O delegado federal Janderlyer Gomes acatou, ontem, o pedido do advogado Fábio Ferrário e transferiu para a próxima quarta-feira, 30, às 15h, o depoimento da deputada estadual Cláudia Brandão (PMN), que é apontada como beneficiária do esquema de desvio de recursos dos cofres da Assembléia Legislativa. O advogado da deputada Cláudia Brandão fez o pedido para que adiássemos o depoimento, alegando que ela está em São Paulo e que só chegaria amanhã [hoje] a Maceió, por essa razão não seria possível a presença dela na Polícia Federal, diz Janderlyer, alegando que o adiamento não atrapalha o processo de investigação. Já estamos de posse de todas as informações sobre a parlamentar, que terá de explicar algumas questões levantadas pelo relatório do Banco Central, que aponta o seu envolvimento no esquema de desvio de recursos da Assembléia Legislativa, disse. ### MP investigará gastos com verba | PATRÍCIA BASTOS - Repórter O Ministério Público Estadual aguarda informações solicitadas à Polícia Federal para iniciar uma nova frente de processos contra indiciados na Operação Taturana. Conforme a promotora Karla Padilha, o Grupo Estadual de Combate às Organizações Criminosas (Gecoc) deverá focar os trabalhos nas prestações de contas dos parlamentares referentes aos gastos da verba de gabinete. Estamos aguardando as informações requisitadas pela Polícia Federal no que concerne aos desvios de verba de gabinete que foram detectados na Taturana. Pedimos também os laudos financeiros que já foram concluídos dos parlamentares que ainda não foram afastados dos cargos, explicou Padilha. ///