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Candidatos põem trabalho de juízes eleitorais em xeque

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Nas últimas semanas, os alagoanos assistiram aos primeiros atritos e troca de acusações entre candidatos que disputam os votos da população em algumas regiões do interior do Estado. Por conta disso, em alguns municípios os juízes determinaram o reforço do policiamento para que sejam evitados a compra de votos e os crimes políticos. Mas alguns candidatos romperam os limites da política partidária e passaram a acusar juízes eleitorais de diversos tipos de irregularidades, que vão desde um simples indício de suspeição a supostas manipulações de processos e coação de testemunhas. As acusações mais graves foram feitas em Joaquim Gomes e Anadia. (leia na página A10) Em São Miguel dos Campos, o flagrante de uma suposta compra de votos e a prisão de dois assessores do candidato a prefeito e deputado estadual, George Clemente (PSB), fez com que partidários do candidato reagissem com acusações de que a juíza eleitoral do município, Nirvana Coelho de Mello, teria agido para beneficiar a candidatura de Hélio Jatobá (PSDB). ### Corregedor eleitoral ameniza situação Apesar de dizer que não percebeu nenhuma reação contra juízes eleitorais, o corregedor eleitoral do Tribunal Regional Eleitoral (TRE/AL), André Granja, recebeu com naturalidade as informações acerca das pressões sobre os magistrados do interior e aconselhou os candidatos e os partidos a fiscalizarem a atuação das autoridades. O processo eleitoral é sempre muito conturbado, mas acredito que será conduzido normalmente. O juiz tem que atuar com firmeza, e se for questionado ou denunciado, precisa ter serenidade para continuar seu trabalho. Os candidatos e partidos que tiverem denúncias têm que nos procurar, disse Granja, que já analisa uma denúncia contra um juiz do interior. ### Juiz deve ser afastado por suspeição | DAVI SOARES / SEVERINO CARVALHO - Repórteres Esta semana, o Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas (TRE/AL) deve julgar o pedido de suspeição contra o juiz da 53ª Zona Eleitoral, Gilvan de Santana, que já demonstrou que irá se argüir suspeito e se afastar do comando das eleições de outubro, nos próximos dias. Sua suspeição se refere a problemas antigos com uma candidata em Flexeiras, mas o magistrado também enfrenta a fúria da prefeita de Joaquim Gomes, Cristina Brandão (PP), depois de ter determinado que a polícia apurasse uma denúncia de compra de votos, contra a candidata à reeleição. ### Em Anadia, cassação gera discórdia Em Anadia, a situação de perda momentânea do mandato do prefeito Edmundo Dâmaso (PSDB), pela acusação de compra de votos em 2004, trouxe à tona denúncias de um suposto favorecimento recíproco entre o prefeito e o juiz da 4ª Zona Eleitoral, Wilamo de Omena Lopes, que confessou que aceitava ter suas despesas pagas pelo município, mas negou que isso tivesse influenciado na absolvição de Dâmaso das acusações de corrupção eleitoral e numa suposta morosidade do magistrado em julgar por uma segunda vez o processo. A responsável pelas denúncias formalizadas contra Wilamo na Corregedoria Eleitoral foi a candidata a prefeita Sânia Tereza Teixeira (PT), que assumiu a vaga de Dâmaso, até o seu retorno na última segunda-feira (8). Ela também pede o afastamento do magistrado do comando das eleições em Anadia. ///

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