Política
T�o faz discurso no Senado sobre morte de Bernardo Oiticica
A morte do empresário Bernardo Oiticica causou repercussão em Brasília. O senador Teotonio Vilela (PSDB) fez um pronunciamento na quarta (30), cinco dias após o assassinato do executivo por seu primo Francisco Oiticica. O crime aconteceu durante uma reunião de família para discutir a partilha dos bens da família, que atua no setor sucroalcooleiro do Estado. Em seu pronunciamento o senador pediu justiça para o que classificou de ato estúpido. ?Com justiça evitaremos que outros crimes estúpidos e gratuitos como esse voltem a manchar de sangue nossa história?. O senador disse ainda que o Estado estava de luto contra a banalização da violência e gestos de ?loucos ? que banalizam a violência e tornam a vida humana algo sem valor. ?Como se fosse uma coisa?. A fala de Téo foi além do seu cargo político. Ele durante o discurso no plenário destacou que antes de tudo estava falando de um amigo. Sobre Bernardo ele teceu os maiores elogios a sua conduta ética e sua postura moral. ?Com certeza ele multiplicou exemplos e tantas as sementes de dignidade, de serenidade e da mais absoluta correção pessoal que semeou nos cargos que exerceu?, disse Téo. O discurso do senador alagoano quebrou o ritmo das discussões sobre a agenda política do País e foi ouvido por senadores de outros Estados brasileiros. O aparte de Téo foi entendido e respeitado pelos demais parlamentares. Ele explicou para os demais senadores que a vítima, Bernardo, foi um dos dirigentes da Fundação Teotônio Vilela, onde desenvolveu um importante trabalho para o desenvolvimento de parcerias entre as Associações Comerciais e o Sebrae. ?Desprendido ele não hesitou em deixar as empresas da família para assumir o cargo de diretor superintende da entidade. Só a história dimensionará a importância do trabalho de Bernardo para a produção e modernização de nosso setor produtivo e para o desenvolvimento de Alagoas?, destacou o senador. O discurso de senador se somou ao de outros parlamentares alagoanos. Todos foram unânimes em reconhecer que Bernardo foi vítima de uma brutal violência e por isso tudo deve ser devidamente apurado. Desde o dia do assassinato que Francisco Oiticica, único suspeito do crime, encontra-se foragido. Seu advogado, Geraldo Palmeira, promete para a próxima semana sua apresentação. Até agora a polícia já ouviu a mãe do acusado e funcionários da usina onde o crime aconteceu. (MR)