Política
Cartel do g�s ser� investigado por CPI na ALE
MARCOS RODRIGUES O trabalho da Comissão de Fiscalização e Controle da Assembléia Legislativa, mesmo no início, já encontrou fortes indícios da prática de cartelização do gás de cozinha. Segundo seu presidente, deputado Gilberto Gonçalves (PMN), existem dados que já podem motivar, ao final dos trabalhos do grupo, o pedido para a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI). ?O que temos demonstra que estamos no caminha certo, que é o de que existe a prática de cartel. Mas com uma CPI poderemos ir muito mais longe?, revelou o deputado. Até agora das três reuniões públicas convocadas pelo grupo, em duas os representantes de empresas não compareceram para prestar depoimentos. O último a faltar a uma convocação foi o representante da empresa (Gás Butano), que será reconvocado para a quinta (8). A comissão se quer sabe o nome do responsável pela empresa, que não encaminhou nenhuma justificativa sobre sua ausência. Envolvimento O presidente da comissão deputado Gilberto Gonçalves, que também é revendedor de gás, em Rio Largo, disse que o seu envolvimento com a CFC tem motivado algumas ameaças. ?Nós sabemos que estamos mexendo com interesses, mas o meu envolvimento será até o fim. Quanto à minha ligação com o setor de gás, sou apenas um revendedor e não tenho nenhuma represália?, justificou o deputado. Ele disse ainda que o grupo, mesmo com alguns boicotes, continuará a convocar os representantes das empresas. Segundo Gonçalves, a CFC esgotará todo o regimento que garante a sua atuação. Ela representa o primeiro passo para uma CPI. Nacional Outra discussão que norteou os trabalhos da CFC, na última semana, é quanto à investigação nacional que vem atingindo as empresas distribuidoras e engarrafadoras de gás. Os deputados da comissão estão acompanhando o desenrolar de processos movidos contra empresas no Tocantins e Goiás. Os crimes praticados nesses Estados são os mesmos investigados em Alagoas: cartelização. A diferença é que os casos além de serem investigados pelos parlamentos estaduais também estão na mira da recém-criada, Secretaria de Desenvolvimento Econômico. Ela inclusive já defende a criação de uma delegacia especial para investigar os crimes de ordem econômica. ?Estas informações só demonstram que estamos no caminho certo. Os casos envolvendo cartelização do gás vêm sendo denunciados em todo o País?, reforçou o presidente da CFC. Depoimentos Ele disse ainda que os trabalhos do grupo independente de pressões externas continuarão. Esta semana ele continua a ouvir os representantes das empresas. Na terça serão ouvidos Alexandre Moura (Ultragás) e Luis Carlos Pereira (Minas Gás). No dia seguinte será ouvido o representante da empresa Shell Gás. Todos os depoimentos acontecerão no período da tarde após as sessões ordinárias que se iniciam às 15 horas. Até agora os convocados estão apenas esclarecendo dúvidas dos integrantes da comissão.