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ALE derruba veto a projeto que substitui a polêmica GAP

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A Assembléia Legislativa derrubou ontem o veto do governador Teotonio Vilela Filho (PSDB) ao projeto que concede aos funcionários da Casa gratificação por dedicação exclusiva, que substitui a polêmica Gratificação de Apoio Parlamentar (GAP). Os únicos três votos pela manutenção do veto foram de parlamentares da oposição. Judson Cabral (PT), Rui Palmeira (PR) e Flaubert Filho (PTB) se manifestaram contra a aprovação do projeto. Outros 17 parlamentares presentes votaram pela derrubada do veto. Os funcionários são merecedores de receber uma gratificação proporcional ao seu empenho, mas não podemos incorrer no risco de cometer o mesmo erro do passado e criar problemas para essa Casa, afirmou Cabral, se referindo à polêmica GAP, que foi extinta devido a acusações de irregularidades descobertas pela Polícia Federal na Operação Taturana. ### Deputado novato propõe a cessão de servidores ociosos Durante a sessão, o deputado novato Manoel Sant'Anna (PTB) propôs a cessão dos servidores ociosos da Assembléia para suprir a carência de funcionários em outros poderes. Como a Casa Tavares Bastos possui vários funcionários que não estão trabalhando e que vários demonstram disposição para trabalhar, seria altamente interessante para o Estado aproveitar esses servidores, declarou, propondo uma parceria para que o Governo do Estado e o Tribunal de Justiça recebam funcionários cedidos pelo Legislativo. ### TJ mantém duodécimo do Legislativo sem corte Por conta de proibição de redução no duodécimo da Assembléia, decidida ontem pelo presidente do Tribunal de Justiça, desembargador José Fernandes Hollanda Ferreira, a ALE deverá rodar nos próximos dias uma folha complementar para os funcionários com o retroativo a junho do reajuste de 102%, concedido por decisão judicial. Segundo o presidente Fernando Toledo, se o corte de R$ 3 milhões no duodécimo mensal fosse cumprido, a Casa não teria condições de quitar seus compromissos financeiros. Antes a nossa folha de pessoal era de quase R$ 5 milhões e com o reajuste referente às medidas judiciais foi para R$ 8 milhões, de forma que seria impossível pagar isso com R$ 6 milhões [o valor com corte do duodécimo]. Precisamos dos R$ 9 milhões, porque além dos gastos com pessoal, temos ainda o custeio da Casa, justificou. ///

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