Política
Partidos articulam renova��es de candidaturas majorit�rias
ARNALDO FERREIRA Os partidos têm até o dia seis de outubro para regularizar as filiações de seus candidatos a prefeito e vereadores nos 102 municípios alagoanos. Na verdade, a maioria dos partidos já se antecipou à burocracia da legislação eleitoral e realiza reuniões com o objetivo de filiar novos quadros e reorganizar os diretórios. Dentro desta estratégia estão o PSDB, PMDB, PFL, PSB, PCdoB e PT, considerados os grandes partidos da atualidade. Eles se movimentam na capital e interior para renovar diretórios e atrair novos quadros. Dilema do PT O presidente do PT, deputado Paulo Fernandes dos Santos - Paulão, lembra que o seu partido não tem prefeito, apenas uma vice-prefeita. O partido mantém a prática das instâncias partidárias. Por isso, ele quase não comenta a situação dos diretórios municipais porque fica a critério dos dirigentes organizar partido e depois discutir a viabilidade do diretório estadual. Porém, Paulão confirma que o PT se organiza para disputar as eleições na maioria dos 80 municípios, onde tem diretório. Em Maceió, a presidente do diretório municipal, Claudia Amaral, revela que o diretório tem feito discussões em conjunto com lideranças das comunidades e do partido. A idéia é construir um programa e candidaturas identificadas com os interesses da população. O PT tem quatro pré-candidaturas a prefeito: a senadora Heloísa Helena, deputado Paulão, o vereador Judson Cabral e o ex-vereador cardiologista Aliomar Lins. Esses assumem abertamente suas candidaturas e prometem uma disputa acirrada na pré-convenção que deve acontecer entre novembro ou dezembro. O nome de Heloísa é o de melhor aceitação nas pesquisas de bastidores que os adversários detêm. Curiosamente o partido está dividido e a maioria dos dirigentes prefere a senadora longe do PT. Mas a militância e as alas mais à esquerda sustentam o apoio a Heloísa. Se depender dela: ?não saio do Partido dos Trabalhadores. Se quiser que me expulsem?. Heloísa está disposta, inclusive, a enfrentar as prévias do PT onde os convencionais se dividem. Outra questão que compromete bastante a posição da candidatura da senadora é a política de aliança do PT. Segundo Claudia Amaral, se houver condições o partido vai buscar aliança no campo democrático popular, no caso com o PDT, PCdoB, PPS e PSTU. Claudia sabe também que será difícil construir uma chapa de esquerda, porque boa parte dos partidos está na base de apoio do governo Ronaldo Lessa e os partidos trabalham na perspectiva de construir uma chapa de centro-esquerda, onde o PT e o PSTU naturalmente seriam excluídos desta aliança.