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Presidente do TST condena press�o sobre o Congresso

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São Paulo - O presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), ministro Francisco Fausto, disse, ontem, que o Congresso não pode ser alvo de um rolo compressor, nem ceder a pressões do governo ou de grupos na votação da reforma da Previdência. ?A expectativa é de que Congresso vote essa matéria com absoluta liberdade, como, aliás, já declarou o presidente Lula?, afirmou Fausto, para quem a administração federal, antes da votação, deve informar ao Legislativo e à sociedade os valores relativos às dívidas históricas para com a Previdência Social e as providências adotadas com o objetivo de recuperá-las. Para ele, o Congresso deve votar a reforma previdenciária com ampla liberdade e, se possível, com base num grande pacto com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A propósito, Fausto fez um paralelo com a famosa frase do poeta Pedro Calderón de La Barca, repetida pelo deputado Djalma Marinho, em 1968, manifestando-se contra o pedido de cassação do também deputado Márcio Moreira Alves: ?Ao rei, tudo, menos a honra.? ?O que não pode haver é uma pressão radical sobre o Congresso no sentido de cobrar dele aprovação de contribuição de inativos ou estabelecimento de teto no serviço público, sem que se diga e se comprove que essa cobrança é necessária porque se tornou impossível resgatar os créditos que a Previdência deixou de receber ao longo do tempo?, afirmou o presidente do TST. Segundo Fausto, há informações de que as dívidas de inadimplentes com a Previdência chegam a R$ 185 bilhões. Na opinião do presidente do TST, não é ?eticamente recomendável? que sejam cobrados sacrifícios a aposentados e servidores públicos sem que se apresentem medidas destinadas a resgatar esse dinheiro.

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