Política
C�mara faz sess�o p�blica para homenagear revolucion�rio
A Câmara Municipal de Maceió realizou, ontem, uma sessão histórica. A pedido do vereador Thomaz Beltrão (PT) ela homenageou o revolucionário alagoano Manoel Lisboa, morto pela ditadura militar em 73, em São Paulo. Para a saudação ao ?camarada Manoel? o plenário ficou lotado de militantes da época da ditadura e estudantes secundaristas e universitários ligados ao Partido Comunista Revolucionário (PCR). Eles dividiram espaço com representantes de todos os partidos de esquerda do Estado e anarquistas. Para o vereador Thomaz Beltrão, que também é presidente da Comissão de Direitos Humanos da Casa ?homenagear figuras como Manoel Lisboa é, ao mesmo tempo, um repúdio às ações da repressão?, disse o petista, que também teve uma irmã, Gastone Beltrão, vítima da ditadura. Já o reitor da Universidade Federal de Alagoas, Rogério Pinheiro destacou a importância histórica do ex-aluno, expulso da faculdade de Medicina da Ufal. ?Sem dúvidas, com sua luta, ele contribuiu para o processo de construção de uma sociedade melhor?. O ex-revolucionário Walmir Costa, que conviveu com Manoel, nos últimos dias de sua vida, tem a lembrança de alguém coerente. ?Ele não era um revoltado. Acreditava no mais grandioso sonho humano: o de igualdade, livre da exploração do homem pelo homem. Além de uma sociedade democrática e com igualdade. Por isso, lutou até a sua última gota de sangue?, afirmou. Hoje, os restos mortais de Manoel, vindos do Recife, serão velados às 9 horas, em frente da Faculdade de Medicina, no Prado. Às 17 horas, acontece o sepultamento no cemitério Parque das Flores, num jazigo especial da família que foi quem o trouxe de volta. (MR)