Política
PSDB amea�a expulsar deputados dissidentes
Brasília - A cúpula do PSDB ameaçou ontem com expulsão os deputados dissidentes que têm se posicionando contra a orientação do partido e defendendo apoio integral às propostas de reformas da Previdência e tributária. Anteontem, à noite, um grupo de 15 deputados se reuniu para reafirmar a intenção de continuar votando de acordo com a ?consciência? de cada congressista. Eles defenderam que apoiar as reformas seria manter a coerência de idéias do partido. À tarde, os tucanos desligaram os deputados federais Osmânio Pereira (MG) e Salvador Zimbaldi (SP) das comissões técnicas das quais participam na Câmara. ?As portas do PSDB não são tão abertas assim para qualquer um entrar, mas estão abertas para todos aqueles que não concordam com a idéia de oposição equilibrada, mas firme que temos que fazer??, afirmou o líder do partido no Senado, Arthur Virgílio (AM). O presidente do PSDB, José Aníbal, defendeu a expulsão para aqueles que continuarem ?sistematicamente? votando contra as determinações da cúpula e que há várias lideranças tucanas que defendem a expulsão. ?Não tenho dúvida de que é preciso que haja uma ação que tenha como proposta o afastamento??, afirmou Aníbal. Oposição Aníbal disse que o PSDB é oposição e adotou uma política de responsabilidade, ou seja, se uma determinada proposta do governo estiver de acordo com o programa do partido, a bancada votará a favor. Para ele, ?oposição responsável não significa adesão ao governo?, o que estaria acontecendo no caso. Virgílio classificou a expulsão como um caminho ?sem volta?. ?Não vamos esperar que reincidam e que continuem como células que se reproduzem negativamente no partido??, afirmou. Retorno Os deputados Osmânio Pereira (PSDB-MG) e Salvador Zimbaldi (PSDB-SP), afastados anteontem, deverão voltar às funções que ocupavam. Esse foi o resultado de uma reunião que terminou por volta das 15 horas de ontem, entre os deputados, os líderes da legenda na Casa, Jutahy Magalhães Júnior (BA), e no Senado, Arthur Virgílio Neto (AM), e o presidente nacional da sigla, José Aníbal.