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Renan confirma acordo entre PMDB e governo

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Brasília ? Enquanto uma ala do PMDB resiste à aliança firmada com o PT, a outra parte já fala como governo. Na prática, os congressistas beneficiados pelo acordo afirmam que não há retrocesso nas negociações. Na contramão, lideranças do partido, como o próprio presidente da legenda, Michel Temer (SP), demonstram descontetamento. ?Quero deixar bem claro: o partido não está no governo?, disse Temer. O acordo anunciado pelo ministro José Dirceu (Casa Civil) e pelo líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros, prevê a indicação do senador Amir Lando (PMDB-RO) para a liderança do governo no Congresso, a imediata participação de nomes do partido no segundo escalão e um ministério para a legenda após a aprovação das reformas previdenciária e tributária. ?Há uma minoria que vem de uma relação íntima com o FHC [Fernando Henrique Cardoso], que sempre se opôs a esse caminho. Vamos fazer vários gestos na próxima semana, demonstrando os entendimentos que foram feitos?, afirmou o líder petista no Senado, Aloizio Mercadante (SP), um dos principais articuladores do governo. A principal demonstração da aproximação entre os partidos seria um almoço na semana que vem entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a bancada do PMDB na casa do senador José Sarney (AP). Com o apoio dos peemedebistas, seria quase certa a aprovação das propostas do Executivo. No Senado, por exemplo, o governo seria maioria, com 53 integrantes -14 do PT, 18 aliados e 21 do PMDB. Na Câmara, a adesão poderia atrair 70 deputados do PMDB, a terceira bancada da Casa. Resistência A ala peemedebista afinada com o governo classificou os três principais descontentes com a aliança -Michel Temer e os deputados Geddel Vieira Lima (BA) e Eliseu Padilha (RS)- como ?viúvas de FHC?. Temer foi presidente da Câmara durante o segundo mandato de FHC (1998-2002), Geddel era líder do partido e Padilha foi ministro dos Transportes de 1997 a 2001. A aliança formalizada pelo governo com o PMDB é um ?salto de qualidade decisivo? para o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, de acordo com o líder governista no Senado, Aloizio Mercadante (PT-SP). ?Essa aliança dará mais governabilidade e estabilidade ao governo?, afirmou Mercadante.

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