Política
Município pode recorrer à Justiça
A crise política que se instalou entre servidores municipais e o prefeito Rui Palmeira (PSDB) teve mais um capítulo, ontem. Em mais um protesto articulado pelo sindicato que representa a categoria, centenas de servidores tomaram as ruas, bloquearam algumas vias e gritaram palavras de ordem. A Prefeitura cogita pedir, na Justiça, a ilegalidade da greve. Com o apoio da Central Única dos Trabalhadores (CUT), os servidores prometem engrossar o caldo, já que afirmam defenderem a palavra do próprio Rui, no primeiro ano de sua gestão. Segundo o presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (Sindspref), Sidney Lopes, a categoria não refez nenhum acordo com o município. Não fizemos nenhum acordo. Queremos é que seja cumprido o que já foi prometido e não foi cumprido, declarou Lopes. Os trabalhadores querem 14% de reajuste salarial, o retroativo das progressões por mérito de julho a novembro (Plano de Cargos e Carreiras com 5% de aumento a cada dois anos) e a implantação da progressão por titulação, além de melhores condições de trabalho. O Sindspref denuncia ainda que o município quer cortar gratificações dos que atuam na Secretaria de Finanças, fato que tem tirado o sono de muitos servidores que há mais de uma década contavam com o benefício. Por esta razão declara que a greve, que teve início no último dia 19, está aumentando sua adesão.