Política
Distribuidores de g�s negam cartel e sonega��o
O presidente da Associação dos Revendedores de Gás de Cozinha de Alagoas (Argal), Elias Vilela, disse ontem que o setor está disposto a contribuir com a Comissão de Fiscalização e Controle, do Poder Legislativo, que investiga denúncias de cartel e sonegação fiscal. Ele acredita que a partir de agora as autoridades que fiscalizam o setor estarão mais atentas para combater a venda clandestina e tornar mais seguro o comércio de gás no Estado. Os revendedores pediram à Agência Nacional de Petróleo (ANP), que controla o mercado, o envio de uma comissão técnica para ajudar a Comissão a esclarecer mais rápido as dúvidas existentes. Segundo Elias, não existe sonegação fiscal porque os impostos são retidos na fonte, a exemplo do PIS, Confins e ICMS. Ele também explicou que a acusação de cartel é infundada, já que a concorrência do mercado é visível. ?A disputa é muito acirrada?, justifica. Na sua opinião, a iniciativa dos deputados é fundamental para que se tire da opinião pública a responsabilidade dos revendedores com o alto preço do gás de cozinha. Elias Vilela destacou que é a carga tributária que encarece o produto e não a margem de lucro do empresariado. A Petrobras é a única refinaria que fornece o gás para as distribuidoras de Alagoas e cobra R$ 17,07, em média, por 13 quilos de gás de cozinha. A Associação pediu oficialmente à Assembléia Legislativa que realize uma audiência pública com todos os órgãos envolvidos, desde a ANP até o poder público.