Política
Transfer�ncia de Beira-Mar n�o traz recursos para AL
ARNALDO FERREIRA Não há nada definido de que a iniciativa do governador Ronaldo Lessa, de ficar com o narcotraficante Luiz Fernando da Costa - Fernandinho Beira-Mar, implique em compromissos específicos da Secretaria Nacional de Segurança Pública para a liberação de recursos, para o Estado, segundo informou o secretário nacional de Segurança Pública, Luiz Eduardo Soares. Na verdade, o traficante tem sido usado como moeda de troca por alguns estados. Aqueles que aceitam recebê-lo teriam direito a uma suposta promessa de ajuda do Ministério da Justiça. ?Eu não acredito que o traficante seja moeda de troca. Eu Não participei de nenhuma negociação, neste sentido, até porque a área de penitenciárias está ligada à Secretaria Nacional de Justiça. Portanto, seria impróprio me pronunciar sobre este assunto?. Luiz Eduardo explicou que existem dois pontos distintos no processo sobre a transferência deste preso, especificamente. Um processo é restrito à negociação para acolhê-lo no Estado e o outro é de negociação dos fundos Penitenciário e Nacional de Segurança. Ao ser questionado se Alagoas iria receber algum recurso, por ter ficado 40 dias com a custódia do traficante mais temido do País, o secretário nacional de Segurança disse: ?Eu acredito que não. Até porque não acredito que tenha havido alguma negociação específica nesses termos?. Mas, especificamente, na área da segurança nacional, foi taxativo. ?Não. Não há nenhuma relação entre os recursos que gostaríamos de repassar para Alagoas e o fato de o Estado ter ficado com Beira-Mar?. O secretário esclareceu que uma coisa não implica na outra. Os recursos que a Secretaria Nacional de Segurança Pública gostaria de repassar vão depender muito das propostas. ?Nós mudamos o procedimento da secretaria que foi criada em 1997. A pasta se tornou um ator relevante com a constituição do Fundo Nacional de Segurança Pública, que se deu em 2001?. Nos últimos anos, a secretaria recebia demanda isolada dos estados, por meio de projetos específicos, os examinava levando em conta as suas especificidades e repassava os recursos, à medida que aprovava os projetos. ?Se criava uma situação anômala, irracional do seguinte tipo: aprovava-se um projeto porque ele era bom e, na maioria das vezes, esse projeto não estava ligado a outros projetos daquele estado; sozinho perdia até o sentido ou efeito?. Plano global O projeto de formação policial só tem sentido se a especialização for utilizada depois, na prática. O secretário deixou claro que o Ministério da Justiça não quer discutir estratégia de segurança pública de forma isolada. ?Temos uma política nacional a implementar, respeitando a liberdade dos estados. Por isso, solicitamos que cada Estado apresente seu plano sistêmico de segurança pública, um plano global. Depois de haver entendimento em torno do plano, repassaremos os recursos para o Plano Estadual de Segurança?, concluiu.