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Orçamento é fiel ao cenário de crise, diz Rui

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O congelamento ou a redução do orçamento para algumas áreas do município, na Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2016, foram repercutidos pelo prefeito Rui Palmeira (PSDB), ontem, em visita a obras de infraestrutura no bairro Jacintinho. Palmeira destacou que as medidas foram necessárias para reajustar as contas do município, que vem registrando queda nas receitas provenientes da arrecadação própria e de repasses federais e constitucionais. Com base nas previsões de arrecadação pessimistas para o ano que vem, o município elaborou um orçamento pé no chão, de acordo com o prefeito. Esperamos que haja melhora na receita. Estamos nessa torcida, mas não adianta fazermos um orçamento que fique bonito no papel, mas que o dinheiro, de fato, não exista. Nossa preocupação é fazer um orçamento transparente e que atenda aos anseios da sociedade, declarou. Na mensagem governamental enviada à Câmara de Vereadores de Maceió com o projeto da Lei Orçamentária Anual, Palmeira afirma que o orçamento foi elaborado sob a atmosfera do cenário da atual crise econômica brasileira, a partir das análises de dados socioeconômicos, financeiros e perspectivas para o ano de 2016 e diz que o desafio do Executivo é, diante deste cenário, atender as prioridades do Município de Maceió por meio de um orçamento aderente à realidade econômica e que atenda as demandas do cidadão. Questionado sobre o reajuste dos servidores públicos, que anualmente cobram, no mínimo, a reposição da inflação, Rui Palmeira evitou antecipar o tema e disse que a partir de janeiro as negociações com as categorias terão início. SEGURIDADE SOCIAL O orçamento do Município de Maceió estimado para o próximo ano é de mais de R$ 2,280 bilhões. O valor é quase R$ 145 milhões, ou 6,78%, maior que o orçamento deste ano. O aumento, no entanto, se concentrou na área da seguridade social, por conta do crescimento do pagamento da dívida com o Instituto de Previdência dos Servidores Públicos de Maceió (Iprev), dos reajustes concedidos, do impacto do salário mínimo, da garantia dos acordos salariais com algumas categorias do funcionalismo para o ano de 2016 e do crescimento vegetativo da folha de pagamento do Município, conforme a LOA. A maior parte da demais áreas sofreu pequenos cortes, com exceção das secretarias de Saúde, Educação e Assistência Social, além da Câmara de Vereadores, que tiveram o orçamento congelado nos mesmo valores de 2015. O projeto da LOA chegou ao Legislativo na semana passada para apreciação, mas ainda não foi lido em plenário. ?

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