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Fracassa primeira tentativa para discuss�o das reformas pela CCJ

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Brasília - Fracassou ontem, por falta de quorum, a primeira reunião da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados, marcada para iniciar as discussões oficiais das reformas da Previdência e tributária. Dos 57 deputados da CCJ, apenas 25 compareceram. O presidente da comissão, deputado Luiz Eduardo Greenhalgh (PT-SP), admitiu que convocar uma audiência na Câmara dos Deputados na segunda-feira ?é bater a cabeça no poste?. Ele cobrou a presença dos deputados. ?Se o presidente convoca uma reunião, é obrigação dos participantes da comissão estarem aqui. Mas isso é compreensível?, afirmou. Fica, portanto, para a próxima quarta-feira (14) a primeira reunião da CCJ para dar início às discussões das reformas. Mesmo com o adiamento da primeira reunião da CCJ, Greenhalgh mantém o calendário de tramitação das propostas na comissão, que prevê até o fim do mês para aprovação das reformas. Pela previsão do presidente da CCJ, na próxima semana começa a apresentação de pareceres sobre o tema e no dia 28, a votação. Nesse meio tempo, Greenhalgh pretende propor a realização de duas audiências públicas para discutir os temas. Somente depois da aprovação na CCJ, os textos das reformas passam para o plenário da Câmara dos Deputados, onde serão votados em dois turnos. Uma ?confusão total? Ontem, em um debate promovido pelo PSB e pelo PC do B, sob o tema ?O governo da mudança e o novo modelo de desenvolvimento nacional?, a economista Maria da Conceição Tavares, ligada ao PT, rasgou o verbo contra a atual política econômica. Ela disse que a reforma previdenciária proposta pelo governo de Luiz Inácio Lula da Silva não só não é a ideal, como é uma ?confusão total?. Para Maria da Conceição, o problema a ser enfrentado é a ampliação da cobertura previdenciária, e não a taxação dos servidores aposentados. ?Está todo mundo de porre??, berrou, para uma platéia formada por deputados, senadores e funcionários públicos. ?Podem escrever o que quiserem, mas não há nenhuma possibilidade de fazer fundo de pensão complementar com a atual taxa de juros.?

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