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Renan admite candidatura ao governo, mas prefere esperar

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MARCOS RODRIGUES O senador Renan Calheiros (PMDB), líder de seu partido no Senado, disse, ontem, que vem discutindo, com lideranças locais, a sucessão de 2006 e também a sua candidatura, mas prefere considerar esta última como uma hipótese. A única certeza de Renan é quanto à aliança com o governador Ronaldo Lessa (PSB) e com o senador Teotonio Vilela. ?Uma candidatura política, principalmente ao governo, não pode existir de uma determinação pessoal, mas, sim, do que a sociedade quer e, para isso, precisamos congregar os partidos e ter uma proposta de desenvolvimento para o Estado e não só para ganhar a eleição?, disse o senador, mesmo sem admitir, mas falando como candidato. Renan destacou, ainda, que para a convergência de todas essas condições é fundamental a agregação de forças políticas que construam um programa comum aos interesses do Estado. Para o senador, qualquer debate político é valido, mas acredita que sua candidatura só amadurecerá no ano da escolha. Sempre que vem ao Estado ele percorre o Interior, mantendo entendimentos com lideranças municipais e medindo a aceitação de sua candidatura ao governo. Sem investimento O senador afirmou que defende o crescimento do País, de pelo menos 4% ao ano, a fim de evitar uma paralisação econômica e fomentar a geração de emprego. Ele revelou, ainda, que, desde o início do novo governo, deixaram de acontecer investimentos na área publica. ?Em todo o País as obras públicas foram paralisadas. Nós acreditamos que isso seja um momento de transição para uma nova política de desenvolvimento que levará a uma nova política de crescimento e geração de emprego?. Ainda assim, Renan disse que no Senado não existe um só senador que não queira ajudar o governo a se consolidar. Em sua avaliação, esse é um desejo da população que deu 60% de aprovação ao governo. O senador disse que, em suas caminhadas pelo Estado, tem encontrado pessoas que o pedem para ajudar o governo do presidente Lula. Em sua avaliação, isso ocorre por causa da seriedade da equipe de governo e sua maneira de administrar. Reformas Como líder do PMDB no Senado, Renan afirmou que vem articulando, cada vez mais, a possibilidade de o seu partido integrar setores do governo federal. ?Até o momento, não existe nada assinado sobre o nosso apoio, mas já existem pessoas do partido dentro do governo. Mas o PMDB tem compromissos com a reforma e vai ajudar na governabilidade do País?. Especificamente sobre a principal pauta do Congresso, reformas da Previdência e tributária, ele revelou ser contrário à taxação dos inativos. ?Nunca me animou a cobrança de inativos. Tivemos oportunidade de votar essa matéria, três ou quatro vezes, e, em todas, eu votei contra. Mas nós esperamos o aprimoramento da reforma que tramitará na Câmara dos Deputados. Esperamos que quando ela chegar venha bastante digerida em seus pontos mais polêmicos?, disse, reconhecendo a importância do pacote de medidas. A Comissão de Constituição e Justiça do Congresso, nos próximos 20 dias, colocará a reforma em pauta.

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