Política
Parlamentares negam acusação e dizem que denúncias são infundadas
O advogado do Pastor João Luiz, Luciano Guimarães, falou em nome do parlamentar, que na quarta-feira, 18, quando a reportagem entrou em contato com ele, estava, segundo afirmou, hospitalizado para se submeter a um procedimento cirúrgico. Luciano Guimarães disse: A gente já promoveu os atos de defesa dele e tem plena confiança do julgamento isento do TRE, especialmente porque nos autos não há uma única prova do cometimento de qualquer ilícito pelo Pastor João Luiz na eleição de 2014. O Pastor tem seis mandatos. Nunca sofreu, até então, nenhuma ação eleitoral contra ele. Por fim, eu acredito que o abuso de poder religioso não existe e não há prova de nenhuma prática de ato de abuso de poder econômico. No processo proposto pelo Ministério Público Federal, uma Aije [Ação de Investigação Judicial Eleitoral], o conjunto de provas que tem é um CD de mídia. Não tem um documento, uma folha de papel. Apenas um CD de mídia, onde tem cerca de 20 vídeos e mais de mil fotos. Sabe quantas vezes o pastor está ali, pedindo alguma coisa, falando alguma coisa? Nenhuma. O conjunto de fotos é completamente irrelevante, porque foto não prova nada. O Ministério não elencou testemunhas, não juntou documentos. Então é uma espécie de pedido que não tem lastro. Marquinhos Madeira, por meio de sua assessoria de imprensa, declarou: O deputado nega qualquer participação em prática eleitoral ilícita. Ele reafirma, categoricamente, que ele e toda a sua equipe, inclusive a servidora da saúde do município de União dos Palmares, popularmente conhecida como Irmã Socorro, desconhecem todas as pessoas citadas na acusação, que por sinal, mostra-se contraditória, uma vez que nenhum membro da equipe, ou mesmo o parlamentar, foi flagrado distribuindo qualquer material de campanha ou dinheiro naquela cidade. O deputado Bruno Toledo, por meio de sua assessoria, declarou: O deputado esclarece que não tinha ciência, nem anuiu ou participou, tampouco Lucila Toledo, prefeita de Cajueiro, da citada reunião ocorrida na Secretaria Municipal de Saúde de Cajueiro. A mesma teve caráter administrativo, onde servidores foram apresentados à nova secretária Municipal de Saúde e trataram de pautas internas do órgão. Portanto, resta esclarecido que os fatos mencionados no processo não ocorreram como retratado na denúncia.