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Procuradores do Estado n�o aceitam ser penalizados

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O goverandor Ronaldo Lessa disse que se existe uma lei que garante o aumento, ela foi mal interpretada, além de ser injusta num Estado que tem tantos pobres. Ao confirmar que está recorrendo ao Tribunal de Justiça para cassar a liminar, o governador disse acreditar que o Judiciário alagoano ?não permitirá essa injustiça, compreenderá nosso esforço para consolidar o processo de controle fiscal para construir escolas, baixar índices de mortalidade infantil, melhorar salários de categorias que ganham menos, como professores e policiais?. Para o procurador Omar Coelho, sua categoria não pode ser responsabilizada porque o governador mantém o funcionalismo recebendo baixos salários. Na avaliação dele, a obrigação do governo é investir na máquina tributária, aumentando a arrecadação, para melhorar os salários dos servidores e garantir melhores condições de vida à população. ?Nas audiências que tivemos, antes da eleição, o próprio governador reconheceu que os nossos salários, e o dele, são baixos e se comprometeu em atender a nossa reivindicação. Será que nos aplicou um calote eleitoral??- indaga o presidente da APE. Mas, acrescenta Omar, o salário do governador não é referência para nenhuma categoria ?pois no cargo ele não gasta com nada?. ?Repudiamos sua declaração de que não pensamos no Estado. A sociedade precisa saber que é o nosso trabalho que impede que se faça mais coisas erradas na administração pública?- declarou. Segundo o presidente da associação, a atitude do governo é um desafio ao Tribunal de Justiça, ?que certamente manterá a decisão cautelar, pois isso é cumprir a lei?. Finalizando, Omar Coelho cobrou bom senso do governo para respeitar a decisão judicial. Na segunda-feira os procuradores realizam uma assembléia geral, na sede da associação, para avaliar a posição do governo diante das reivindicações de reajuste de 38% da categoria.

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