Política
Líderes de facções são isolados em presídios

Os líderes de facções criminosas que se encontram detidos em penitenciárias de Alagoas foram isolados, como medida preventiva para evitar situações como o massacre ocorrido durante rebeliões em presídios do Amazonas e Roraima, nos primeiros dias do ano, quando mais de 90 presos foram assassinados dentro das celas, pelos próprios detentos. A informação sobre o isolamento foi dada ontem pela manhã, pelo governador Renan Filho (PMDB), durante entrevistas que antecederam a uma solenidade de entrega de equipamentos às corporações que integram a Segurança Pública, no quartel onde funciona a Academia da Polícia Militar, no Trapiche da Barra, em Maceió. O governador admitiu o risco iminente de rebeliões em Alagoas como em qualquer lugar do Brasil, mas disse que o governo vem agindo para evitar ações criminosas dentro e fora dos presídios. Claro que existe o risco de acontecer, em qualquer lugar do Brasil, mas estamos trabalhamos diariamente para evitar que aconteça, disse ele, citando as revistas nos presídios, com apreensão de aparelhos de celular, drogas e armas artesanais. Desde o dia que ocorreu em Manaus, nós iniciamos uma série de revistas em todos os presídios. Os líderes de facções criminosas estão isolados por organização e grau de periculosidade, afirmou o governador. Ele informou também que o novo presídio está sendo finalizado, em caráter prioritário, para ser entregue num prazo máximo de dois meses, o que ajudará a desafogar um pouco o sistema. O governador também se manifestou sobre as denúncias feitas por dirigentes do Sindicato dos Agentes Penitenciários de Alagoas (Sindapen), sobre supostas ligações entre o advogado Hugo Soares Braga, filho do juiz de Execuções Penais, José Braga Neto, com integrantes de facções criminosas como o Primeiro Comando da Capital (PCC), que se encontram presos no sistema penitenciário alagoano, e um possível beneficiamento a esses criminosos, resultante da relação de parentesco entre o advogado e o juiz. Toda denúncia deve ser investigada, disse Renan. Mas preferiu não tomar partido nem se aprofundar na questão. Apenas destacou a importância da união de forças, o papel de cada um no sistema prisional e disse que um desentendimento entre as duas partes não é bom para o Estado: Os agentes penitenciários cumprem um papel importante na manutenção da sustentabilidade do sistema prisional e o juiz de Execuções Penais, José Braga Neto, tem um trabalho exemplar em Alagoas. É um juiz dedicado que trabalha muito, disse o governador.