Política
Presidente diz que governo n�o discriminar� oposi��o
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva prometeu, ontem, aos tucanos que almoçaram com ele, não ?discriminar? a oposição em seu governo. ?É preciso haver uma nova política no Brasil?, afirmou o presidente segundo o relato de tucanos presentes. ?Há uma tradição na política brasileira de tratar o opositor como inimigo, em vez de pensar no interesse do país?, disse Lula aos deputados federais do PSDB, segundo o mesmo relato. Em seu discurso de cerca de 20 minutos de duração, Lula elogiou a ?transição civilizada? ocorrida no fim do ano passado como exemplo de convivência entre situação e oposição. ?Não é porque a situação ia virar oposição e a oposição ia virar situação que tinham de se tratar como inimigos?, afirmou. ?O mundo inteiro aplaudiu [a transição brasileira]?, completou o presidente, ainda segundo os deputados. Lula disse que entende o papel da oposição, desde que ela não seja ?leviana?. O presidente brincou, segundo deputados que participaram do almoço: ?Quatro anos passam rápido, menos para a oposição?. Durante todo o almoço, Lula procurou se mostrar cortês com os tucanos. Logo ao cumprimentar os deputados federais, na entrada, ele disse que estava lá cumprindo sua obrigação de ouvir todos os segmentos políticos antes de as reformas serem votadas. O presidente também lembrou que já esteve ?do mesmo lado? que muitos dos tucanos que participavam do almoço, como na redemocratização. Bravatas Em seu discurso, que precedeu o de Lula, o líder do PSDB na Câmara, Jutahy Júnior (BA), disse que o partido está disposto a colaborar com o governo de ?maneira técnica? na aprovação das reformas. No final de março, antes de as reformas serem enviadas ao Congresso, o presidente fez referências bem menos amistosas à oposição. Ele chegou a dizer que à oposição cabia fazer bravatas. ?[A oposição] pode fazer bravata porque não vai poder executar nada mesmo. Agora, quando você é governo, tem de fazer?, afirmou, na ocasião, o que gerou críticas do PSDB.