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Governo reduz sal�rios de delegados, fiscais da Fazenda e procuradores

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ARNALDO FERREIRA O governador Ronaldo Lessa (PSB) cortou parte dos salários dos procuradores de Estado, delegados e fiscais de rendas para adequar a remuneração dessas categorias ao teto salarial do Estado que é de R$ 6 mil, acrescidos de 35% de vantagens pessoais que elevam o vencimento até R$ 8,1 mil. A medida atinge, também, 210 aposentados do Legislativo e Judiciário que recebem seus proventos do Tesouro Estadual. Os R$ 8,1 mil vale para o pessoal ativo e inativo. A presidenta da Associação dos Aposentados e Pensionistas do Ipaseal, Lúcia Sarmento, disse, ontem à noite, à GAZETA DE ALAGOAS, que oficialmente desconhecia a medida. ?Só vou saber se a medida de fixar o teto vencimental atingiu as pensões mais altas na segunda-feira, quando as pessoas atingidas reclamarem?. De qualquer forma, o corte provocou revolta nas três classes, que realizam assembléia geral conjunta, na segunda- feira, com a ameaça de paralisação. O presidente da Associação dos Procuradores de Estado, Omar Coelho, reagiu, ontem, e considerou que a atitude do governador ?coloca o Estado à margem da Lei?. A diminuição dos pagamentos foi sentida pelas categorias na ?boca do caixa? e varia de acordo com o tempo de serviço dos funcionários das três categorias e, em alguns casos, chega até a 40% das vantagens pessoais. Medidas Apesar das ameaças dos líderes das três categorias, o governador diz que não recuará. O clima é tenso e Lessa, ontem, manteve contatos com os desembargadores do Tribunal de Justiça e mobilizou a sua assessoria jurídica, para aplicar as medidas necessárias a fim de fazer valer o teto salarial. Para o governador Ronaldo Lessa, ?os altos salários dessas categorias são uma afronta à realidade econômica do Estado e à maioria dos salários pagos aos servidores públicos, que é menor de dois mil reais?. Lembrou que as categorias precisam entender que o Estado ainda detém os piores indicadores sociais. Como os procuradores pediram a prisão do secretário de Administração, Valter Oliveira, o governador considerou que o Judiciário não deverá atender a esse pedido. ?A minha polícia também não prenderá o meu secretário de Administração por esse motivo?. Como não há entendimento entre o Executivo e os servidores, o Estado voltou a viver momentos de muita expectativa e tensão.

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