Política
Enquadramento de petistas come�a na CCJ da C�mara
Brasília - O governo decidiu, ontem, iniciar o ?enquadramento? dos parlamentares petistas pela votação das reformas previdenciária e tributária na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara). Dos dez deputados do PT na comissão, dois anunciaram que votarão contra pontos da reforma. Em reunião de uma hora e meia de duração ontem à tarde no Palácio do Planalto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ouviu de sete ministros e de quatro deputados petistas que integram a comissão um relato da tramitação das reformas. Ficou acertado o fechamento de questão para os parlamentares petistas. Outra decisão foi a de trabalhar no sentido de procurar manter ao máximo na CCJ o texto original enviado pelo governo das reformas, evitando que muitas emendas o desfigurem. ?Não vou alterar as propostas porque não são só minhas, mas também dos governadores?, disse Lula, segundo relatos de participantes da reunião. Os dois deputados do partido na CCJ que têm resistência à aprovação da constitucionalidade da tributação dos inativos - Antonio Carlos Biscaia (RJ) e João Fontes (SE)- terão de votar com o governo, ou então serão ?convidados? a licenciar-se de seus cargos, abrindo o caminho para suplentes afinados com o Planalto. ?Se as reformas começam bambas na CCJ, terminam bambas no plenário. Votar contra na CCJ é tão grave quanto votar contra no plenário?, disse o deputado Professor Luizinho (PT-SP), vice-líder do governo na Câmara. Reação imediata A reação de Fontes foi imediata: ?Não vou pedir para sair, não vou mudar de posição [ele é contra a maioria dos pontos da reforma da Previdência e alguns da tributária]. Eles que me tirem?, afirmou Fontes. Procurado, Biscaia não quis fazer comentários. O deputado Sigmaringa Seixas (PT-DF) afirmou que ?compreende? a posição pessoal de deputados como Biscaia, mas disse que o PT tem de se assumir como partido do governo. ?Eu entendo a posição pessoal do companheiro Biscaia, mas, se ele tem dificuldade de mudá-la e votar com o projeto do governo, talvez seja o caso de se licenciar, uma que vez que está lá [na CCJ] como deputado do partido do presidente?, disse Seixas.