Política
PP se alia ao governo e atrai mais parlamentares
Brasília - O presidente nacional do PP (ex-PPB), Pedro Correa (PE), disse ontem que, com a decisão de fazer parte da base de apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, até o fim do mês, seu partido deverá aumentar o número de deputados, passando de 45 para 60 ou 62. O líder do PP disse ainda que a legenda poderá ter até três representantes no Senado - hoje o PP não tem nenhum senador. Avançará principalmente nas fileiras do PFL e do PSDB, partido de oposição que têm muitos parlamentares ansiosos para pular para o outro lado. A primeira adesão ao partido que era independente e que agora é governista será do deputado Francisco Garcia, terceiro mais votado no Amazonas, que deixará o PFL. ?Estamos negociando também com outros 16 deputados e 3 senadores. Até o fim do mês, deveremos chegar a mais de 60 deputados?, disse Pedro Correa. Um dos senadores com que as conversas estão avançadas é Ney Suassuna (PMDB-PB). Além de levar o partido do ex-prefeito Paulo Maluf para o governo, Correa reatou também as relações com o governador de Pernambuco, Jarbas Vasconcelos (PMDB). As negociações Segundo Correa, seu partido decidiu apoiar oficialmente o presidente Lula durante a votação da emenda constitucional que permitiu a regulamentação do sistema financeiro por várias leis complementares, aprovada na na quinta-feira (15). ?Nós já vínhamos votando com o governo. A maioria de nossos parlamentares votou em Lula para presidente da República ou no primeiro ou no segundo turnos. Decidimos tornar nossa proximidade oficial?, afirmou o presidente do PP. Ele disse que logo depois da aprovação da emenda constitucional do sistema financeiro, foi chamado pelo presidente da Câmara, João Paulo Cunha (PT-SP), que lhe teria dito: ?Deputado, o PP vem acompanhando o governo em todas as votações. Por que o partido não entra logo na base?? Correa informou que consultou 36 dos 45 deputados e eles deram apoio à iniciativa. ?Todo mundo está nos felicitando por causa de nossa decisão?, afirmou Correa. As negociações com o ministro-chefe do Gabinete Civil, José Dirceu, e com o presidente Lula, tiveram início muito antes da votação da emenda do sistema financeiro.